Conjuntura Econômica Global - China

Por Rogério Ramos
Categorias: China, Economia
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Visão Geral

A China é o quarto maior país do mundo em extensão - superada apenas pela Rússia, Canadá e Estados Unidos - e o mais populoso do mundo, com 1,32 bilhão de habitantes. Embora seja uma economia dinâmica, diversos desafios sociais afetam a China: o IDH do país (0,67), por exemplo, é o 101º maior do mundo (MRE-DPR, 2012).

Contexto Econômico

A China, por meio de alguns processos de reformulação iniciados no final da década de 70, passou de um sistema econômico centralizador fechado para uma economia voltada às demandas de consumo mundial. Como resultado de tal transformação, o país vem sendo o maior exportador desde 2010.

Algumas das mais significativas reformas que fizeram a China se modernizar foram a descentralização fiscal, o aumento na autonomia das empresas estatais, a criação de um sistema bancário diversificado e, sobretudo, o desenvolvimento de seu mercado de ações aliado à abertura do comércio exterior e investimentos estrangeiros.

A reestruturação de sua economia, ainda em processo, tem gerado significativos ganhos de eficiência, o que por sua vez, contribui para um PIB superior a 12 trilhões de dólares em 2012, algo em torno de dez vezes seu próprio PIB na década de 70, período do início de seu remodelamento econômico. Entretanto, a renda per capta do país figura na posição 122 da lista da publicação The World Factbook da Agência Central de Inteligência Norte Americana (CIA).

Atualmente, o governo chinês tem seus esforços voltados ao desentrave de questões negativas pontuais em sua administração, onde, a manutenção dos empregos em níveis adequados aos seus migrantes, o combate aos crimes contra a economia, como a corrupção, e a mitigação a danos ambientais são demandas que encabeçam as preocupações do Partido Comunista da China, partido político que governa o país desde 1949.

Como resultado de seu programa de estímulo ao consumo, fortemente alimentado pelo crédito, entre os anos de 2010 e 2011 a China enfrentou elevadas taxas de inflação em sua economia. Algumas medidas de controle estabilizaram, no final deste período, a inflação do país, porém, devido à diminuição do volume de negócio com o mercado europeu, o crescimento do PIB desacelerou para menos de 8% em 2012.

O 12º plano quinquenal do governo chinês, aprovado em março de 2011, enfatiza a necessidade de novas reformas econômicas, sobretudo no tocante ao consumo interno do país, objeto principal da economia chinesa capaz de diminuir sua dependência por exportações. No entanto, agências de economia relatam que com o plano atual o país será capaz apenas de alcançar resultados marginais no tangente a sua independência externa.

* Poder de Paridade de Compra

Exportações

As vendas chinesas são direcionadas em grande parte aos países desenvolvidos, que responderam por 68% das vendas em 2011. Desse montante, 11% foram exportados para os países desenvolvidos da Ásia e 19% para a União Europeia. Individualmente, os Estados Unidos são os principais destinos das vendas chinesas. Em 2011 responderam por 17% do total, seguido de Hong Kong (14%); Japão (8%); Coréia do Sul (4%); Alemanha (4%) e Países Baixos (3%). O Brasil obteve o 13º lugar entre os principais destinos em 2011, participando com 1,7% do total. (MRE-DPR, 2012).

Referências:
BBC. Country profile. Disponível em <http://news.bbc.co.uk/2/hi/country_profiles/default.stm>
BRASIL. BrasilGlobalNet. Disponível em <http://www.brasilglobalnet.gov.br>
BRASIL. Embaixadas e consulados. Disponível em <http://www.itamaraty.gov.br/servicos-do-itamaraty/enderecos-de-consulados-estrangeiros-no-brasil>
CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY. The word factbook. Disponível em <https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/index.html>

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