Aumenta o número de Escolas em São Paulo ocupadas por manifestantes

16/11/2015 - 14h35 - Por Karoline Figueiredo





Nesta segunda-feira, 16/11,  mais 3 Escolas de São Paulo foram alvos de manifestações, totalizando, 16 Instituições da Rede Pública de Ensino ocupadas por estudantes nas últimas semanas. Em alguns protestos também estão presentes além dos alunos, os pais, professores e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Hoje pela manhã foram ocupadas: E.E Professora Neyde Apparecida Sollito, Jardim das Palmas /São Paulo; E.E Coronel Antônio Paiva de Sampaio, Quitaúna/Osasco e E.E. João Kopke, Campos Elíseos/São Paulo.

O Juiz Felipe Ferrari Bedendi da 5ª Vara de Fazenda Pública havia determinado a desocupação das Escolas Estaduais Fernão Dias Paes e Diadema em São Paulo, porém, após uma reunião realizada, sexta-feira, 14/11, com representantes da Secretaria Estadual de Educação, Procuradoria Geral do Estado, Conselho Tutelar e estudantes terminar sem acordo, o Juiz então, decidiu suspender dois mandados de reintegração de posse. Para Bedendi, a simples reintegração dos estabelecimentos não promoverá a solução do caso concreto com a pacificação social.

Escolas Estaduais de São Paulo ocupadas até o momento: Antônio Adib Chammas; Castro Alves; Comendador Miguel Maluhy; Coronel Antônio Paiva de Sampaio; Diadema; Dona Ana Rosa de Araújo; Elizete Oliveira Bertini; Fernão Dias Paes; Flávio José Negrini; José Lins do Rego; João Kopke; Pio Telles Peixoto; Professora Neyde Apparecida Sollito; Professora Heloísa Assumpção; Salvador Allende Gossens e Valdomiro Silveira. 

As reivindicações são pelas mudanças na rede pública de ensino estabelecidas pelo governo de São Paulo para início do ano letivo de 2016, na qual manterá em cada Escola apenas 1 ciclo de Ensino: Anos Iniciais (1º ao 5º) do Ensino Fundamental; Anos Finais (6º ao 9º) do Ensino Fundamental e Ensino Médio, todos separadosCom isso, está previsto o fechamento de 94 Escolas e outras 1.464 com a transformação de ciclos. Mais de 300 mil alunos terão que mudar para outras Escolas, inclusive mais longe. Os profissionais também sofrerão impactos com a reformulação.