OIT e parceiros lançam mapeamento inédito sobre diversidade e inclusão no trabalho; objetivo é ampliar a inserção de grupos excluídos pelo preconceito

15/03/2021 - 20h18 - Por Karoline Figueiredo
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com a organização Somos Diversidade, lançaram o projeto "Diversidade Aprendiz: aprendizado para um futuro inclusivo".

O projeto inicia com um mapeamento inédito, realizado em conjunto com empresas de diversos portes e setores para identificar dificuldades, barreiras de entrada, oportunidades e demandas necessárias para a promoção da diversidade e inclusão nos processos seletivos de contratações e nas políticas internas de permanência e ascensão no local de trabalho.

O propósito principal do projeto será a inserção de pessoas que sistematicamente enfrentam a exclusão e diversos tipos de preconceitos no mundo do trabalho: pessoas portadoras de deficiências, imigrantes, refugiados, negros, LGBTI (principalmente transexuais), pessoas com mais de 50 anos e em situações de cerceamento de liberdade.

Segundo a OIT, a promoção da diversidade e inclusão vai além do recrutamento, da seleção e de metas afirmativas. Para aumentar a representatividade nos quadros funcionais e nos espaços de tomada de decisão no ambiente corporativo, é primordial a criação de políticas, ações e treinamento transparentes que combatam a invisibilidade de profissionais excluídos. Também é necessário o preparo de gestores, funcionários, fornecedores, clientes e toda sociedade. A cultura inclusiva deve ser fortalecida, sendo livre de preconceito e estereótipos.

A Mickinsey - firma global especializada em consultoria de gestão, mostrou por meio de pesquisa, que empresas com diversidade de gênero são mais rentáveis. " As empresas com diversidade de gênero em suas equipes executivas - onde a maior parte das decisões estratégicas e operacionais são tomadas - são 21% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média do que as outras. Os dados ainda indicam que as empresas com maior  diversidade étnica em suas equipes executivas têm 33% mais propensão à rentabilidade", aponta o estudo.

"Quanto antes entendermos que a diversidade é nossa maior igualdade, e também nossa maior potência, mais rapidamente criaremos caminhos de fortalecimento dos indivíduos. Indivíduos felizes e inseridos em equipes empáticas trabalham melhor e rendem muito mais. E este resultado, percebe-se rapidamente em termos macro", declarou a coordenadora do Somos Diversidade e embaixadora da Rede da Mulher Empreendedora, Maite Schneider.

As informações apuradas no mapeamento servirão como base para elaboração de cursos de capacitação e políticas de fomento e divulgação de oportunidades em parceria com instituições e empresas, com o objetivo de promover a equiparação de currículos com a demanda atual do mercado. A terceira e última etapa será a promoção e o acompanhamento das contratações das pessoas mencionadas no projeto, possibilitando a equidade, a autonomia e a sustentabilidade.

Para mais informações acesse o portal da ONU Brasil.