UNICEF estima que mais de 154 milhões de crianças e adolescentes já estão fora das escolas; número abrange América Latina e Caribe

24/03/2020 - 17h07 - Por Karoline Figueiredo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou ontem (23), que cerca de 154 milhões de crianças e adolescentes na América Latina e Caribe já estão temporariamente fora das Escolas devido ao Covid-19.

Os Centros de Educação Infantil e Escolas de Ensino Fundamental e Médio permanecerão fechados pelas próximas semanas, sem previsão de abertura inicial. Atualmente, 90% das instituições já estão fechadas, com percentual crescendo rapidamente, se espera atingir 100% dos estabelecimentos. Com a situação, a UNICEF também ressalta o risco de abandono permanente, principalmente para crianças e adolescente mais vulneráveis.

Apesar de não haver uma determinação para o fechamento das instituições no Brasil e em outros países da América Latina e Caribe, a maioria das redes públicas e privadas já ordenaram o fechamento. Neste caso, também são urgentes as medidas a serem tomadas para dar continuidade à educação por meio do ensino a distância, incluindo aquelas crianças sem acesso à internet ou portadoras de deficiência.

"Nunca houve tantas escolas fechadas ao mesmo tempo. A expansão do coronavírus deixará a maioria das meninas e dos meninos fora da escola nas próximas semanas. Se o fechamento das escolas for prolongado , há um grande risco de as crianças e os adolescentes ficarem atrasados em seu aprendizado, e tememos que os estudantes mais vulneráveis nunca voltem às salas de aula. É vital que eles não parem de aprender em casa", declarou o diretor regional a.i do UNICEF para América Latina e Caribe, Bernt Aasen.

Muitos países estão implementando modalidades de ensino a distância, incluindo cursos em plataformas digitais. No entanto, não são garantidas em todas as regiões e muitas famílias não podem ter acesso a elas, principalmente as mais vulneráveis (crianças de baixa renda, em risco de exclusão, sem acesso à internet, portadoras de deficiência, comunidade indígena e imigrantes). É necessário que o conteúdo e orientação também estejam ao alcance destas, seja por rádio ou televisão.

De acordo com a UNICEF, ainda esta semana será lançado uma campanha de divulgação #aprendendoEmCasa por meio de seus canais digitais ofertando ferramentas gratuitas de educação e entretenimento, além de exemplos de boas práticas de saúde e higiene.

Para mais informações acesse o portal UNICEF.