Definições de Logística Reversa

De acordo com os especialistas Luiz Fernando Rodrigues Campos e Caroline V. de Macedo Brasil, frente ao mercado atual a Logística Reversa se tornou um diferencial competitivo para companhias “uma vez que aspectos referentes à reciclagem, ao reaproveitamento de materiais e ao tratamento de resíduos estão sendo cada vez mais valorizados pelos consumidores no momento da escolha da empresa em que irão comprar os produtos e/ou os serviços que utilizarão”.

Esse subsistema logístico, responsável por dar respostas principalmente às demandas sociais voltadas ao contexto ecológico, possui uma gama de definições dada por estudiosos e organizações em várias partes do mundo. Contudo, mesmo frente a uma possível disparidade dos conjuntos que formulam as ideias, o princípio básico – minimização dos impactos ambientais através da reutilização de materiais – pode ser percebido em todas as definições.

Seguem abaixo as mais recorrentes definições sobre o tema:

“A atividade de planejamento, execução e controle do fluxo de matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados (bem como os fluxos de informações relacionados), do ponto de consumo ao ponto de origem, de forma eficiente e eficaz, visando recapturar o valor ou destinar à eliminação adequada, cuidando do impacto dos custos relacionados a esse processo”. (Reverse Logistics Executive Council – RLEC, 2007)

“Logística reversa é um amplo termo relacionado às habilidades e atividades envolvidas no gerenciamento de redução, movimentação e disposição de resíduos de produtos e embalagens”. (Council of Logistics Management – CLM, 1993)

“É a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondente, do retorno dos bens de pós – vendas e de pós-consumo ao ciclo de negócio ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuições reversos, agregando valores a natureza: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem coorporativa, entre outros”. (Paulo Roberto LEITE, 2003)

“Processo de planejamento, implementação e controle da eficiência, do custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques de processo, produtos acabados e as respectivas informações, desde o ponto de consumo até o ponto de origem, com o propósito de recapturar valor ou adequar o seu destino”. (Daniels ROGERS e Richard TIBBEN-LEMBKE,1998)

“Termo utilizado para referir-se à logística na reciclagem, descarte e gerenciamento de materiais contaminantes que, numa perspectiva mais ampla, inclui atividades logísticas de redução de emissão, reciclagem, substituição, reutilização de materiais e descarte”. (James R. STOCK, 1998)

“Cuida dos fluxos de materiais que se iniciam nos pontos de consumo dos produtos e terminam nos pontos de origem, com o objetivo de recapturar valor ou de disposição final”. (Antônio Galvão NOVAES, 2004)

Em suma, a Logística Reversa expõe que o processo de comercialização não termina no momento da entregado do produto ao cliente final e, ainda, ressalta que as empresas que apresentarem este processo de forma mais amadurecida, serão as que – em tempos futuros – estarão mais bem preparadas para competir em momentos de consumo consciente e escassez de matéria-prima.

Referências:
RAZZOLINI FILHO, Edelvino; BERTÉ, Rodrigo. O reverso da logística e as questões ambientais no Brasil. Curitiba: Ibpex, 2009.
CAMPOS, Luiz Fernando Rodrigues; BRASIL, Caroline V. de Macedo. Logística: teia de relações. Curitiba: Ibpex, 2007.

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