Guiné Equatorial

Por Emerson Santiago
A República da Guiné Equatorial (em português; em espanhol: República de Guinea Ecuatorial; em francês: République de Guinée équatoriale) é um país localizado à África Equatorial, sendo constituído por duas ilhas principais (Ilha de Bioko, com 2017 km2 de território, e Ilha de Annobon, com 17 km2 de extensão), além de uma estreita faixa continental entre Camarões e o Gabão, de 26.017 km². Compõem ainda o território equato-guineense as ilhas da Bahia de Corisco (Corisco, Elobey Grande, Elobey Chico), próximas à costa com o Gabão, num total de 28.050 km² de extensão territorial. O estado guineense ainda divide a soberania do município de Cocobeach com o Gabão, pois este fica exatamente na divisa entre as duas nações.

Sua capital é a cidade de Malabo, localizada na ilha de Bioko, atualmente com 160 mil habitantes, sendo que a cidade de Bata é a mais populosa, com 230.000 cidadãos. O ponto mais alto do território é o Pico Basilé, na ilha de Bioko, com 3017m de altura. Três são as línguas oficiais do país: o espanhol, originalmente; o francês, adotado em meados dos anos 90; e o português, adotado oficialmente em 2011. Línguas nacionais como o fang, o bubi e o anobonês, dialeto crioulo de base portuguesa falado na ilha de Annobon (similar aos dialetos de São Tomé e Príncipe) são largamente utilizados pela população. A Guiné Equatorial é o único país africano que adota em sua constituição o espanhol como língua oficial.

Geograficamente, Annobon, São Tomé e a ilha do Príncipe formam uma ecorregião distinta, a chamada selva de terras baixas. Ambos os países também se beneficiam das riquezas de uma importante jazida de petróleo que em muito vem contribuindo para as duas economias. Não bastasse isso, as ilhas dividiram a condição de colônia portuguesa durante mais de 300 anos, até que Portugal entregasse os direitos de exploração do atual território guineense à Espanha, em 1778, em troca de concessões no Uruguai.

A moeda do país é o Franco CFA, que ainda se beneficia das importantes jazidas de petróleo existentes em suas fronteiras, fazendo com que a Guiné Equatorial tenha um dos maiores PIB do continente. Colônia espanhola desde 1778 até 1968, a antiga Guiné Espanhola teve sua independência concedida pelo governo franquista a 12 de outubro daquele ano. A ex-colônia, porém, cometeu a infelicidade de eleger Francisco Macias Nguema, que se revelaria um dos mais insanos e anárquicos ditadores de toda a África, destruindo a economia nacional no período em que ficou no poder. Em 1978, seu sobrinho, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo instalou um regime um pouco mais racional de governo, mas tão corrupto e danoso quanto qualquer ditadura clássica, isolando politicamente a Guiné Equatorial, com uma administração mundialmente reconhecida pelos desmandos.

Bibliografia:
La Web Cultural de Guinea Ecuatorial (em espanhol). Disponível em <http://www.angelfire.com/sk2/guineaecuatorial/>. Acesso em: 28 set. 2011.

Página Oficial del Gobierno de la República de Guinea Ecuatorial (em espanhol). Disponível em <http://www.guineaecuatorialpress.com/index.php>. Acesso em: 28 set. 2011.