Fertilizantes

Por Mayara Lopes Cardoso
Os vegetais são caracterizados pela capacidade de produzir o seu próprio alimento, o autotrofismo. Porém, em alguns casos, eles não dispõem de bons recursos nutritivos para isso, sendo necessário, portanto, o uso de fertilizantes.

Os fertilizantes são compostos orgânicos ou inorgânicos utilizados para repor os nutrientes essenciais ao desenvolvimento vegetal. Alguns nutrientes são necessários aos vegetais em menores quantidades e por isso são denominados micronutrientes, como é o caso do ferro, zinco, boro, manganês, cobalto, molibdênio, etc. Outros nutrientes são necessários em maiores quantidades, são os macronutrientes: nitrogênio, potássio, hidrogênio, carbono, oxigênio, cálcio, enxofre, fósforo e magnésio.

O carbono, o oxigênio e o hidrogênio estão plenamente disponíveis na natureza e podem ser absorvidos facilmente pelas vegetais, por isso, praticamente não são fornecidos por meio de fertilizantes. Já os demais macronutrientes, embora sejam abundantes no meio ambiente, têm sua assimilação dificultada e, em alguns casos, devem ser fornecidos artificialmente, como ocorre, em especial, com o nitrogênio, o fósforo e o potássio.

A grande maioria dos fertilizantes agrícolas é composta por esses três elementos combinados. O nitrogênio atua na formação das proteínas indispensáveis à formação do caule e da raiz; o fósforo acelera o crescimento e o amadurecimento dos frutos; já o potássio participa da defesa contra doenças e do desenvolvimento das sementes.

Em geral, os fertilizantes são classificados em:

  • Minerais– são aqueles constituídos apenas por nitrogênio, fósforo e potássio, de rápida absorção. Essa classe é subdividida em:
    1. Fertilizantes nitrogenados: compostos essencialmente de nitrogênio. Têm como principal matéria prima a amônia (NH3).
    2. Fertilizantes fosfatados: substâncias constituída de fósforo assimilável aos vegetais e obtidas a partir do superfosfato, fosfato oxidado, fosfatos de amônio e termofosfatos.
    3. Fertilizantes potássicos: substâncias extremamente solúveis em água, que fornecem o potássio necessário ao desenvolvimento vegetal. Sulfato de potássio e cloreto de potássio são as principais matérias primas para a produção desses fertilizantes.
  • Orgânicos – são dejetos de animais ou vegetais, de ação lenta, que fornecem os principais nutrientes essenciais às plantas. Como exemplo de fertilizantes orgânicos tem-se o estrume (ou esterco de curral), chorume, farinha de peixe, farinha de ossos, etc.
  • Mistos – combinação de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos.

A aplicação de todo e qualquer fertilizante requer uma avaliação prévia das condições do solo. Para isso, pode ser feita uma análise de solo, um teste que verifica, entre outros aspectos, o nível de fertilidade, a capacidade de armazenamento de água e as propriedades físicas da terra a ser cultivada. Através da análise de solo e de possíveis sintomas de má nutrição vegetal, há como determinar o tipo de fertilizante necessário, bem como sua quantidade. O excesso de adubo pode ser tão nocivo à planta quanto sua carência.

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Referências:
http://www.cuidar.com.br/adubos-e-fertilizantes
http://www.sigacana.com.br/Artigos/FonCorFer01d.htm
http://www.anda.org.br/boletins/fertilizantes_meio_ambiente.pdf