Nepal

Por Ana Lucia Santana
O Nepal é uma nação localizada no continente asiático, na região dos montes Himalaia; ao norte sua fronteira encontra o território da China; nas demais extremidades, leste, sul e oeste, ele tangencia com a Índia. Este país financeiramente carente tem como capital a cidade de Catmandu.

É nesta localidade que se encontra o Monte Everest, considerado o pico mais elevado do Planeta, justamente no ponto em que o Nepal se aproxima da China, ao norte. A língua tradicionalmente falada neste território é o népali, mas outros trinta idiomas são também mobilizados pelo povo que aí habita, algumas indo-europeias e outras tibétobirmanesas.

O hinduísmo é a religião adotada oficialmente pelo governo nepalês, embora o budismo tenha nascido exatamente nesta localidade, mais exatamente na cidade de Lumbini, na qual o Buda, originariamente denominado Sidarta Gautama, veio à vida; esta corrente espiritual ainda é forte neste país, o suficiente para se opor à tradição hindu, embora não predomine na cultura desta nação. O Islamismo é exercitado por uma minoria no Nepal.

O Nepal é muito procurado por turistas e seu patrimônio histórico é declarado pela Unesco como um tesouro planetário, igualmente significativo por abrigar um precioso conjunto de bens inestimáveis, não só para historiadores e outros pesquisadores, mas para toda a humanidade.

O século VIII a.C. foi marcado, neste país, pela presença da cultura kirati, que predominou durante muito tempo, durante o qual subiram ao trono 28 soberanos. Eles foram sucedidos pelos lichhavis, originários da Índia, que governaram do século IX ao XII d.C. Vieram então os takuris e depois a Dinastia Gupta, que contribuiu com a libertação do Nepal. Os Mallas, que concretizaram a supremacia nepalesa, permaneceram no poder do século XIII ao XVIII. No transcorrer do século XIX o ditador Jung Bahadur Rana subiu ao poder violentamente, após a eliminação do rei legalmente constituído, instituindo na direção do país o Primeiro-Ministro Rana, hierarquia criada neste momento e vigente até 1940, quando uma rebelião destituiu este regime totalitário.

No início dos anos 50 o soberano Tribhuvan Bir Bikram retornou ao país, morrendo quatro anos depois e sendo sucedido por seu filho e herdeiro. Nesta época o Nepal passa a integrar a Organização das Nações Unidas. Uma constituição moderna é aprovada em 1959 e pela primeira vez os nepaleses podem votar, elegendo o Partido do Congresso. Mas esta democracia dura pouco, pois logo o rei destrói o Parlamentarismo e institui um regime democrático no qual os partidos estão ausentes. Na década de 80 a população consagra o poder monárquico, sepultando definitivamente a democracia parlamentar. Em 1983 o Nepal é reconhecido como um estado pacífico por pelo menos 37 nações, que se transformam, no ano de 1988, em 97 países, nos quais não se incluem Índia e Moscou.

Uma novidade se instaura no país em 1990; o soberano destitui a Assembleia e o cargo de Primeiro-Ministro entra em voga novamente. Uma nova constituição é promulgada e traz em seu bojo a democracia multipartidarista. Em 2007 uma constituição temporária começa a elaborar futuras eleições para que se componha uma Assembleia Constituinte. O rei agora não tem mais poderes.

Neste país, conhecido também por apresentar uma das mais elevadas densidades demográficas da Ásia, habitado por 12 grupos étnicos, a principal ocupação dos nepaleses é a agricultura, que oferece espaço para pelo menos 90% dos trabalhadores; a população torna-se apta, assim, a suprir todo o território que ocupa com seu principal alimento, o arroz.

Todas as crianças situadas cronologicamente entre 6 e 10 anos são compelidas a frequentar uma escola. Os homens, porém, têm maiores oportunidades de educação do que as mulheres. A principal instituição de ensino no nível superior é a Universidade de Tribhuvan, criada em 1959.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nepal
http://www.voyagesphotosmanu.com/cultura_do_nepal.html
http://www.colorado.edu/studentgroups/nsa/