Alessandro Volta

Por Caroline Faria
Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta, nasceu em 18 de fevereiro de 1745, em Como, Itália (que na época chamava-se Lombardia) e foi um dos grandes físicos do século XVIII tendo criado a pilha e provado que seu amigo e compatriota Luigi Galvani estava errado ao afirmar que a corrente elétrica só poderia ser gerada por seres vivos (ou mortos, como tentava faze com suas experiências com sapos e rãs...).

Contam as histórias que Volta não era uma criança muito inteligente, chegando mesmo a ser considerado como deficiente mental por sua família, e que teria aprendido a falar apenas com quatro anos de idade. Mas ao quatorze anos já sabia o que queria ser: físico.

Depois de perder seu pai, aos sete anos, Alessandro Volta foi morar comum tio e começou a estudar em um colégio de jesuítas em Como. Mas ao contrário do que se esperava resolveu declinar da carreira eclesiástica para se dedicar ao estudo das máquinas e fenômenos elétricos que tanto o fascinavam tanto mais por serem ainda pouco conhecidos.

Aos dezesseis anos volta saiu do colégio jesuíta mas continuou a estudar embora como autodidata. Aos vinte e quatro anos publicou seu primeiro artigo sobre eletricidade que o tornou conhecido e possibilitou seu ingresso como professor de física na Escola Real de Como cinco anos depois.

Volta lecionou em Como até 1779, pouco depois de inventar o aparelho que o deixou famoso, o “eletrophorous” (1775), que armazenava cargas eletrostáticas por indução.

Em 1778, Alessandro Volta, que há dois anos dedicava-se ao estudo da química e da eletricidade atmosférica, descobriu o gás metano ao passear de barco pelo lago Maggiore e perceber que ao cutucar o fundo do lago com uma vara desprendia-se um gás que se armazenado em frascos podia ser queimado depois. Este gás, que Volta chamou de “ar inflamável dos pântanos”, era o metano (CH4) com o qual ele ainda realizaria alguns estudos que resultaram na criação de um dispositivo que mede a força de uma explosão (a “pistola de Volta”).

Em 1779 começou a dar aulas na Universidade de Pávia a convite do Conde Firmian, na matéria de Filosofia Natural (Física), onde determinou a partir de experimentos a “equação dos condensadores”.

Quando o amigo de Volta, Galvani, começou seus experimentos para tentar provar que a corrente elétrica era proveniente de seres biológicos iniciou-se uma disputa entre que ambos que resultou na descoberta, em 1794, por Volta de que os tecidos animais não eram, necessariamente, indispensáveis para geração de corrente. A disputa que pôs de um lado os defensores da “eletricidade animal” e de outro os defensores da “eletricidade metálica”, resultou na criação da primeira pilha, em 1800, por Volta, quando ele, finalmente provou estar certo.

A criação da bateria elétrica rendeu à Volta a nomeação de conde em 1801 pelas mãos do próprio Napoleão e um lugar no senado do Reino de Lombardia em 1810, tendo durante este tempo lecionado na Universidade de Paris.

Mais tarde Volta aperfeiçoou seu experimento dando origem a “bateria de Volta” (também chamada de “coroa de copos”) na qual ele conseguia obter tensões maiores do que a primeira invenção (ele media a intensidade das correntes colocando as mãos molhadas nas extremidades da pilha! Este fato ele mesmo relatou em uma carta à Royal Society de Londres, em 1800, onde relatava seus experimentos) .

Após a queda de Napoleão, Volta, que não era muito afeito à política foi acolhido pelo imperador austríaco que o tornou diretor da faculdade de filosofia da Universidade de Pádua onde permaneceu até 1819. De fato, Volta teve reconhecimento por seus trabalhos durante toda sua vida. Tornou-se membro da Royal Society de Londres em 1791 da qual recebeu a medalha Copley e ganhou ainda a medalha de “Honra da Legião” de Napoleão Bonaparte.

Alessandro Volta morreu em março de 1827 em sua cidade natal como um dos grandes pioneiros no estudo da eletricidade e o inventor de diversos instrumentos para medi-la.

Em sua homenagem foi dado o nome de “volt” à unidade para o potencial e tensão elétrica e o nome de “Cratera Volta” a uma cratera da superfície lunar em 1964.

Fontes
http://fisica.cdcc.sc.usp.br
http://paginas.fe.up.pt
http://www.voltimum.pt