Celso Furtado

Celso Monteiro Furtado (Pombal, 26 de julho de 1920 — Rio de Janeiro, 20 de novembro de 2004) foi um economista e pensador brasileiro, responsável pela arquitetura de muitas das políticas de cunho econômico arquitetadas no Brasil nas últimas décadas. Adepto de uma atitude intervencionista no funcionamento da economia, seu pensamento apresenta-se, sob vários aspectos, em sintonia com as ideias promovidas pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), órgão da ONU criado para auxiliar os países latino-americanos no desenvolvimento de ações econômicas que permitam seu progresso financeiro e econômico.

Foi Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1944), Doutor em Economia (1948) pela Universidade de Paris (Sorbonne). Realizou estudos de pós-graduação na Universidade de Cambridge, Inglaterra (1957), sendo Fellow do King`s College. Participou da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Após a participação na Força Expedicionária, atua como técnico de administração do governo brasileiro, entre 1944 e 45, tornando-se depois economista da Fundação Getúlio Vargas entre 1948 e 49.

Nesse mesmo ano torna-se diretor diretor da Divisão de Desenvolvimento da CEPAL, onde permanecerá até 1957, colaborando com o famoso economista argentino Raul Prebisch na concepção de um enfoque estruturalista da realidade socioeconômica da América Latina, visão que dominaria os trabalhos elaborados pela mesma comissão.

No ano seguinte, ocupa o cargo de diretor do BNDE (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico) onde permanecerá por um ano, para logo depois ser convidado pelo presidente Juscelino Kubitschek para elaborar o Plano de Desenvolvimento do Nordeste, que daria origem à SUDENE, órgão pelo qual foi responsável durante cinco anos (1959-64).

Em 1962, o recém-criado Ministério do Planejamento tem Furtado como seu primeiro titular, mas, com o advento do Regime Militar, seus direitos políticos são cassados por meio do AI-1, passando então a dedicar-se à pesquisa e ao ensino. Com a redemocratização, volta a ocupar cargos estatais e continua colaborando com trabalhos e pesquisas, sendo que a 7 de agosto de 1997 ascende à cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras e em 2003 torna-se membro da Academia Brasileira de Ciências.

Seu pensamento econômico é ainda bastante atual, pois muito de seus conceitos podem ser vistos na contemporânea política econômica brasileira, sendo que o mérito deste é o de aliar pensamento econômico e história, não deixando de lado a conotação social e até mesmo a profunda análise humanitária que este consegue conciliar ante uma área do conhecimento notoriamente conhecida pelo seu excesso de pragmatismo. Este diferencial em seu estudo faz com que Celso Furtado figure entre os maiores estudiosos do campo econômico.

Bibliografia:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=397&sid=159

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