Gustave Le Bon

Por Felipe Araújo
O psicólogo francês Gustave Le Bon nasceu no dia sete de maio de 1841. Entre outras nominações, foi psicólogo social, físico amador e sociólogo. Le Bon foi considerado um dos nomes mais importantes da área da psicologia, os temas que abordou foram de importância fundamental no século XX. Entre eles, destacam-se psicologia das massas, comportamento de manada e teorias sobre características nacionais e de superioridade de raça.

Com o início da cultura de massa no começo do século XX, com o constante desenvolvimento e criação de um conglomerado midiático que incluía rádio, televisão e mídias impressas, a obra de Le Bon sobre a psicologia das massas começou a ser estudada por Hadley Cantril e Blumer, dois pesquisadores de mídia. O objetivo da dupla era fazer uma descrição das reações de grupos que eram subordinados à opinião dos meios de comunicação.

As ideias de Le Bon também foram de extrema importância nas discussões sobre a natureza da energia e da matéria. Um de seus livros mais populares na França, chamado A Evolução da Matéria, lançado em 12 edições, apresentou pontos que foram levados em consideração por grandes físicos da época como Henri Poincaré, um matemático, físico e filósofo da ciência.

Uma grande personalidade que discutiu as ideias expostas nas obras de Le Bon foi Sigmund Freud, médico neurologista judeu-austríaco, fundador da psicanálise. Isso pode ser conferido no livro Psicologia de Grupo e a Análise do Ego, que teve sua publicação no ano de 1921, dez anos antes da morte de Le Bon.

Com uma publicação extensa e prolífica, o psicólogo francês chegou a influenciar o escritor Monteiro Lobato, que aborda a questão da sobrevivência futura da raça branca no livro O Presidente Negro, publicado no ano de 1927.

No livro Les Lois psychologiques de l'évolution des peuples, Le Bon cita a miscigenação ocorrida no Brasil da seguinte forma:

“Todos os países que apresentam um grande número de mestiços são por essa razão, destinados a uma perpétua anarquia, a menos que sejam dominados por mão de ferro. Tal foi o caso do México, tal será sem dúvida o caso do Brasil. Esse país só conta com um terço de brancos. O resto da população se compõe de negros e mulatos. O célebre Agassiz diz com razão que ‘é suficiente ter estado no Brasil para não poder negar a decadência dos resultados de cruzamentos que tiveram lugar nesse país mais largamente que em qualquer outro' (...)”.

Obras de Gustave Le Bon

  • Les Lois psychologiques de l'évolution des peuples (1894)
  • La psychologie des foules (1895)
  • L'homme et les sociétés (1881)
  • Psychologie du socialisme (1896)

Fontes:
SOUSA, Cynthia Pereira de (Org.). História da educação: processos, práticas e saberes. São Paulo: Escrituras, 1998.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Le_Bon