Poríferos

Porifera é o filo das esponjas que são animais sésseis (fixos em substratos) e assimétricos sem tecidos verdadeiros (sem órgãos e sistemas), tendo, portanto, suas funções básicas desempenhadas por células específicas. São descritas mais de 5 mil espécies em todas as profundidades e sua maioria é bêntica fazendo parte dos recifes de corais. Os poríferos fornecem muitas matérias primas para o homem com compostos anti-tumor, anti-inflamatórios etc.

Sistemática

Colônia de esponjas. Foto: LauraD / Shutterstock.com

Colônia de esponjas. Foto: LauraD / Shutterstock.com

Existem quatro classes de poríferos. Calcarea, Hexactinellida, Demospongiae e Sclerospongiae. A primeira, Clacarea, são animais de corpo rígido que servem de base para o crescimento de outros animais.

Demospongiae é o maior grupo de esponjas e compreende espécies de diversas formas e tamanhos tendo grandes problemas nas definições taxonômicas.

Estrutura corporal

As células exteriores do corpo (pinacoderme) das esponjas são conhecidas como pinacocistos e as interiores (coanoderme) são os coanócitos, células flageladas, que é umas das características corporais exclusivas dos poríferos, além da habilidade das células mudarem de função facilmente (células totipotentes). A camada do meio tem espículas que servem como defesa e estrutura para as esponjas. A estrutura corporal das esponjas consegue se adaptar a diversos ambientes e alterar a forma também, sendo esta uma vantagem de não se ter tecidos verdadeiros. A coanordeme pode ser simples (porífero asconóide), dobrada (porífero siconóide) ou pode ser subdividida em câmaras (leuconóide).

As esponjas têm uma cavidade corporal central chamada de atrium com abertura para o meio ambiente chamada ósculo. Elas normalmente não têm esqueleto de sustentação, porém quando presente são formados por carbonato de cálcio, colágeno ou dióxido de silicone (que forma as espículas).

Sistema hidrostático

A camada externa tem poros (óstios). A água entra no corpo das esponjas pelos óstios e circula pelos coanócitos trazendo alimento e muitas vezes gametas para as células responsáveis pelas respectivas funções e levando excretas e dejetos para fora do corpo.

Sistema sensorial

Não há nenhuma conclusão sobre a existência ou não de neurônios que transmitem estímulos, porém nota-se a retração do óstio com certos estímulos externos como perigo.

Reprodução

Esponjas são capazes de regenerar partes danificadas reorganizando suas células. A reorganização delas também gera novos seres por meio de reprodução assexuada formando gêmulas que são muito resistentes a várias condições ambientais. A reprodução sexuada também existe em algumas esponjas hermafroditas. Elas produzem gametas femininos e masculinos, mas em épocas diferentes, acontecendo então a fecundação cruzada produzindo larvas que podem ser móveis.

Hábitos

É muito comum a relação de comensalismo (benéfica para um e neutro para outro) entre as esponjas e invertebrados, como camarões, com bactérias, algas. Os invertebrados usam as esponjas para esconderijo, proteção e muitas vezes alimento.

Referência: Brusca & Brusca, Invertebrados, 2 edição, 2007 – Páginas 185 a 216

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