Coarctação da Aorta

Por Débora Carvalho Meldau
A coarctação da aorta é definida como uma estenose que ocorre na aorta. Esta, por sua vez, é o maior vaso sanguíneo do corpo humano que é responsável por transportar sangue altamente oxigenado por o organismo todo.

O estreitamente em questão acomete a porção torácica descendente desse vaso. Deste modo, há dificuldade de passagem de sangue, o que resulta em um aumento da pressão nas artérias cerebrais e dos membros superiores, bem como diminuição da pressão nas vísceras e membros inferiores. Especialmente nos recém-nascidos, essa patologia pode ser prejudicial em consequência do baixo fluxo sanguíneo para os órgãos localizados na cavidade abdominal e membros inferiores.

Alguns indivíduos também podem apresentar cefaléia ou epistaxe, devido à elevada pressão arterial nos membros superiores e dores nos membros inferiores durante a realização de exercícios, resultante da baixa pressão arterial nos membros inferiores, porém a maioria é assintomática. A maior parte dos indivíduos que possui essa patologia apresenta uma válvula aórtica anormal, que apresenta apenas dois folhetos ao invés de três, que é o normal.

A coarctação da aorta pode ser observada durante exame físico, devido à alterações no pulso e, também, da pressão arterial. A confirmação do diagnóstico e dá por meio de exames radiográficos, de eletrocardiograma e ecocardiograma.

Deve ser realizada a correção cirúrgica desse defeito no início da infância (3 a 5 anos de idade), para reduzir a sobrecarga no ventrículo esquerdo, pois este passa a bombear o sangue com mais força para impulsioná-lo pela aorta estreitada.

Alguns recém-nascidos com a patologia em questão podem apresentar grave insuficiência cardíaca após a obstrução do canal arterial. Estes apresentam grande dificuldade respiratória e palidez. Exames de sangue evidenciam uma acidose metabólica, quadro potencialmente letal que necessita de imediato diagnóstico tratamento. A terapêutica engloba uso de prostaglandina para aumentar a luz do canal estenosado, medicamentos de suporte cardíaco e cirurgia de emergência para reparação da aorta. Em alguns casos, se faz necessária uma nova cirurgia quando a criança se torna maior.

Fontes:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X1998001100001&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2003000300012
http://www.brunorocha.com.br/portal/?p=136
http://www.fisionet.com.br/patologias/interna.asp?cod=335

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