Agronomia

Por Caroline Faria
A agronomia costuma ser definida como um campo de estudo multidisciplinar que reúne princípios aplicados de diversas ciências das áreas exatas, naturais, econômicas e sociais para atender a variados objetivos de melhorias da agricultura como o aumento de produtividade e, mais recentemente, o manejo sustentado, além de outros objetivos. Devido a essa variedade de aplicações (ou objetivos) a agronomia costuma ser dividida em ramos como a agricultura, pecuária, silvicultura, e etc.

A agronomia, ou ciências agrícolas, é um campo de estudo bastante antigo, tanto quanto cultivo do solo pelo homem. Seu objetivo é desenvolver, através de pesquisas, técnicas que melhoram a produtividade, como a seleção de variedades resistentes, o desenvolvimento de agrotóxicos e o melhor modo de usá-los, o manejo de irrigação e controle das características do solo e outras, que estão fortemente relacionadas com o local onde serão aplicadas, visando, muitas vezes a modificação do meio para alcançar os resultados esperados.

Um marco na história da agricultura foi a chamada “revolução verde” que ocorreu nas décadas de 50 – 60: o CIMMYT (Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo) e o IRRI (Instituto Internacional de Melhoramento do Arroz), com apoio das Fundações Rockefeller e Ford e da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), realizaram um programa de seleção e implantação de culturas melhoradas de cereais aliadas à técnicas de manejo para otimizar a produção em países como a Índia e o México, transformando estes países de deficitários em produção agrícola para exportadores.

A revolução verde, entretanto, é um tema bastante polêmico. Se por um lado, proporcionou um aumento significativo na produção destes países, por outro, ela gerou sérias preocupações em termos, principalmente, ambientais devido ao uso intensificado de agroquímicos que também podem afetar a saúde humana.

Esta preocupação aliada a outros eventos, acabou levando a uma nova transformação nas ciências agrárias que passaram a incorporar o manejo sustentado com vistas à preservação dos ecossistemas sem os quais, percebeu-se seria impossível manter o melhoramento constante da agricultura.

Atualmente, o tema que tem dividido os estudiosos e profissionais desta área é a questão dos alimentos geneticamente modificados. De um lado estão os que defendem sua utilização como meio de aumentar ainda mais a produção de cereais, indispensáveis para a manutenção da humanidade e que, segundo afirmam poderia acabar com a fome do mundo. Mas, de outro lado, encontram-se aqueles que preocupados com as conseqüências sobre a diversidade biológica afirmam que ainda é cedo para se garantir a segurança, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde do homem, deste método. Afirmando ainda, que o problema da fome não é a quantidade do que se produz, mas a má distribuição e o acesso desigual a esses bens.