Pirâmide de Miquerinos

Por Tiago Ferreira da Silva
Miquerinos foi o quinto faraó egípcio da IV Dinastia e, assim como seus antecessores, ordenou a construção de uma pirâmide, nomeando-a de Neter Men-kau-Re, que significa “divino é Miquerinos”.

Pirâmide de Miquerinos - a grande abertura na parte norte da pirâmide foi uma tentativa de demolição das construções, comandada por Malek Abd al-Aziz Othman ben Yusuf, filho do grande sultão Saladino. Conseguiram apenas remover algumas pedras, causando um desmoronamento.

Porém, o faraó viria a morrer cedo e o monumento não foi bem acabado como as demais Pirâmides de Gizé. Com a morte de um soberano, era comum os predecessores darem continuidade à construção da pirâmide. Arqueólogos avaliam que seu filho, Shepseskaf, ordenou que a obra fosse concluída com edificações de tijolo, certificadas em uma inscrição no templo funerário interno.

Diferente da Pirâmide de Quéops e a Pirâmide de Quéfren, seu revestimento não foi totalmente finalizado com granito: apenas 16 filas da obra são constituídas desse material, tornando-a estruturalmente inferior às outras pirâmides do Egito Antigo.

A Pirâmide de Miquerinos também é a menor delas. Com cerca de 62 metros, ela tem uma base de 109 metros e ocupa uma área de 11.807 m². Na parte subterrânea, o piso da câmara é aprofundado até chegar a um segundo corredor que dá acesso à tumba do faraó, que deveria estar alinhada com o topo da pirâmide. A construção de dois corredores indica que houve uma mudança de planos em relação ao seu tamanho original.

Em escavações, arqueólogos encontraram dentro da pirâmide diversas estátuas que representavam a figura de Miquerinos. A mais conhecida mostra o faraó acompanhado da deusa Hátor e uma divindade que simbolizava o sétimo nome do alto Egito. Também havia representações da rainha Khamerernebty II, sua esposa e mais de vinte obras de arte inacabadas. Estudiosos avaliam que dentro da pirâmide havia entre 100 e 200 estátuas egípcias.