Corantes

Por Susana Lorena
Os corantes são usados pelo homem desde os tempos mais primórdios. São encontradas pinturas em cavernas que podem ter mais de 4000 anos. Os egípcios decoravam o interior dos palácios com pinturas e até mesmo usavam maquiagens de pigmentos extraídos da natureza. Durante algum tempo algumas cores, como o vermelho, foram símbolo da realeza. O corante que dava essa cor era de difícil extração e muito caro, por isso apenas as pessoas de maior poder aquisitivo poderiam usá-la.

O tempo passou e a procura por novas cores e a curiosidade do homem fez com que ele buscasse novos corantes de mais fácil acesso. Surgiram assim os corantes sintéticos. William Henry Perkin foi o primeiro a sintetizar um corante, e em pouco tempo sua fábrica produzia já produzia outro corantes sintéticos. O mais utilizado hoje em dia é o Índigo, corante que dá cor ao jeans, sintetizado pela primeira vez em 1880.

Mas o que faz com que esses compostos específico tenham cor, enquanto outro são incolores? Esses compostos possuem a característica de absorver radiação na faixa da luz visível. Nossos olhos conseguem detectar uma faixa de radiação que vai de 400 à 700 nanômetros. Cada cor está relacionada com um comprimento de onda específico.

Alguns compostos orgânicos podem absorver radiação nesses comprimentos de onda de cada cor.

estruturas aneis aromaticosO que deve ser feito na pesquisa em novos corantes é procurar uma maneira de sintetizar compostos que possam facilmente absorver radiação. Compostos com essa característica geralmente possuem anéis aromáticos. A circulação de elétrons pelos anéis facilita a absorção.

A grande maioria de corantes possuem em sua estrutura vários anéis aromáticos que se unem por ligações que facilitam essa circulação. Uma dessas ligações muito conhecida é a ligação azo (dois nitrogênios ligados). Como por exemplo a Crizoidina, o primeiro corante azóico comercializado, um azobenzeno. Esses corantes azóicos possuem uma característica muito marcante de poder ser formados diretamente no tecido, aumentando a sua aderência. O tecido é tratado com uma solução da molécula de acoplamento e depois mergulhado em uma solução de sal de diazônio. Esses dois irão reagir e formarão o corante direto no tecido. Geralmente os corantes produzidos por esse método são derivados da anilina.

Curiosidade: apesar de muitos conhecerem anilina como um sinônimo de corantes, o composto orgânico chamado anilina (um anel benzênico ligado à NH2), é incolor podendo chegar a no máximo um leve amarelado. Isso se dá pelo fato de não haver um grande deslocamento de elétrons pela molécula.

Fontes:
http://www.bdtd.ufpe.br/tedeSimplificado//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=129