Asbestose

Por Débora Carvalho Meldau
Asbestose é uma doença que apresenta como etiologia o pó de amianto, também denominado asbesto. Ocorre uma tentativa de cicatrização do tecido pulmonar, devido à inalação desse pó.

Em tempos remotos, Heródoto já havia descrito alta mortalidade causada por uma doença pulmonar em escravos incumbidos de filar e tecer mortalhas de amianto. Já a primeira descrição científica dessa enfermidade, foi feita em 1899 por Murray; todavia, a comunidade científica deu pouca atenção a ele, sendo que apenas a partir de 1930 o grave risco dessa doença foi conhecido, havendo um número crescente de casos de asbestose em países industrializados.

As manifestações clínicas surgem gradativamente, depois de ocorrida a formação de várias cicatrizes no tecido pulmonar, o que resulta na perda de elasticidade desse órgão. Os primeiros sinais clínicos apresentados pelo indivíduo são a leve dispnéia e a redução da capacidade de realizar exercícios físicos.

Pacientes que utilizam o tabaco e sofrem de bronquite crônica em associação com a asbestose, podem tossir e apresentar uma respiração sibilante. A respiração vai ficando cada vez mais difícil. Aproximadamente 15% dos indivíduos com asbestose apresentam dispnéia e insuficiência respiratória.

A inalação de fibras de amianto pode levar ao acúmulo de líquido na cavidade pleural; em raras ocasiões pode haver o aparecimento de tumores pleurais, chamados de mesoteliomas. Estes últimos desenvolvem-se após uma prolongada exposição ao amianto (de 30 a 40 anos).

Em parte, o surgimento do cancro pulmonar apresenta relação com o tempo de exposição ao asbesto. Contudo, em indivíduos acometidos pela asbestose, o cancro desenvolve-se quase que unicamente nos indivíduos tabagistas, especialmente nos que fumam mais de um maço por dia.

Em indivíduos com exposição prévia ao amianto, o médico pode solicitar uma radiografia do tórax que evidencia as alterações características dessa afecção. Por meio de um exame clínico detalhado, é observado que a função pulmonar desse indivíduo é anormal, ouvindo-se sons crepitantes na auscultação do pulmão.

No caso de uma neoplasia pleural, o certo é realizar uma biópsia para verificar se esta é maligna. Também pode-se remover uma porção do líquido presente da cavidade pleural, por meio de um procedimento denominado toraconcentese; todavia, esse procedimento não é tão minucioso quanto à biópsia.

Enfermidades advindas da inalação do asbesto são prevenidas por meio da não exposição ou redução da exposição ao pó de amianto.

Atualmente há um maior controle do pó nas empresas que utilizam o amianto, fato que tem reduzido o número de pessoas acometidas pela asbestose. No entanto, o mesotelioma continua a desenvolver-se em indivíduos expostos ao asbesto a mais de 30 anos atrás. Indivíduos fumantes que estiveram em contato com o amianto podem diminuir o risco de cancro parando de fumar.

A maior parte dos tratamentos para esta doença visa aliviar os sintomas. A administração de oxigênio atenua a dispnéia, bem como a drenagem do líquido presente na cavidade pleural facilita a respiração.

Cirurgias de transplante de pulmão já foram realizadas em pacientes com asbestose, apresentando resultado positivo. Os mesoteliomas não possuem cura, pois a quimioterapia não é eficaz e a remoção cirúrgica do tumor não leva à cura do cancro.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Asbestose
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000118.htm
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v9n3/16.pdf
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/18116
http://www.fisionet.com.br/patologias/interna.asp?cod=215

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