Herpes genital

Graduação em Biologia (CUFSA, 2010)
Especialização/MBA em Análises Clínicas (Uninove, 2012)

O herpes é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus do herpes simples (HSV), que é separado em dois grupos, HSV-1 e HSV-2. O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pelo vírus do tipo 2 (HSV-2). O HSV-1 também pode infectar a região genital, mas sua incidência nessa região é baixa e o tipo 2 é o mais prevalente. Existem pequenas diferenças genéticas entre os dois tipos.

O herpes genital, por ser uma DST, tem uma ligação com a educação sexual e práticas de higiene, que influencia na incidência do vírus que varia de um lugar para o outro.

Transmissão

Basicamente, o herpes genital é transmitido por meio de relação sexual desprotegida, ou seja, sem o uso de preservativos. As gestantes infectadas também podem transmitir o vírus para a criança no momento do parto. É importante lembrar que se trata de um vírus altamente contagioso e assim como no herpes labial, a pessoa uma vez infectada pode transmitir a doença mesmo que não apresente as feridas visíveis.

Sintomas

Os sintomas da doença costumam aparecer após seis dias do contato com o vírus. Os principais sintomas são pequenas bolhas agrupadas que se rompem e viram feridas, geralmente dolorosas, nas regiões do pênis, anus, vulva e vagina. A duração média das feridas é de duas a três semanas. Outros sintomas comuns incluem formigamento, ardor, coceira e vermelhidão, além de febre, mal-estar, dor ao urinar e dores musculares. Quando ocorre a manifestação dos sintomas em um indivíduo que foi infectado pela primeira vez pelo vírus, ela costuma ser mais forte e durar mais tempo, já em casos de reincidência da doença, em geral, ela é mais branda e com menor duração.

Diagnóstico

O diagnóstico do herpes genital é feito por uma avaliação física das lesões, realizada pelo médico e assim como o HSV-1, existem exames específicos que analisam a presença de anticorpos no sangue para os tipos do herpes.

Prevenção e Tratamento

O herpes pode ser medicado e controlado, porém, não existe uma cura. O médico deve ser consultado o mais breve possível e algumas medidas e cuidados devem ser tomados para evitar a propagação da doença para outras regiões e a transmissão para outras pessoas. Entre as recomendações para os indivíduos infectados, a principal é evitar o contato íntimo enquanto estiver em crise, pois o potencial de transmissão é muito maior nessa fase em que as feridas estão visíveis. Recomenda-se a utilização de preservativos nas relações sexuais, evitar coçar e estourar as bolhas, pois o líquido que está dentro é repleto de vírus e a facilidade de contaminação é alta. Lavar bem as mãos após manipular as feridas.

O Aciclovir é uma medicação bastante utilizada no tratamento do herpes, pois acelera a cicatrização e diminui os sintomas de dor. Como os vírus da família dos herpes possuem a característica de permanecer incubados no corpo, a recomendação para as pessoas infectadas é estarem sempre alertas em relação à imunidade, pois as lesões reincidentes ocorrem principalmente quando ela está baixa.

Bibliografia:
http://www.mdsaude.com/2012/03/herpes-genital.html

TORTORA, G.J., FUNKE, B.R., CASE, C.L. Microbiologia. -8. ed.-Porto Alegre: Artmed, 2005.

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