Herpes labial

Graduado em Ciências Biológicas (UNIFESO, 2014)

Herpes labial é uma doença causa por dois tipos de vírus, o HSV-1 que é mais frequente na região da boca, e o HSV-2 que é mais encontrado nas genitálias mas também pode se manifestar na boca também quando há o contato oro-genital. Além disso pode ter a contaminação cruzada, onde os dois tipos são encontrados na boca.

Sintomas

A infecção aparece em forma de pequenas bolhas que causam coceira, ardência, dor e pequenas bolinhas semelhantes a pequenos cachos de uva que estouram liberando mais vírus e essa área se transforma em uma lesão. Ocorre mais nos lábios, mas pode se manifestar no céu da boca (palatos), gengivas, língua, parte interna das gengivas, nariz, pescoço, queixo e toda a região da face. O seu agravamento pode provocar ínguas, que são inchaço nos gânglios linfáticos, dores nos músculos e febre. Nos olhos pode causar a lesão na córnea.

Transmissão

O contágio se dá a partir de contato com o lugar contaminado de outra pessoa e a saliva, principalmente pelo o beijo, vale destacar que o período que há maior contagio é quando as bolhas estouram, pois o líquido ali presente está repleto de vírus, e o período de menor contagio se dá quando a ferida começa a secar e é produzida a casquinha. Na maioria das pessoas a doença não se manifesta facilmente, mas em algumas pessoas o machucado o aparece entre o 4º e o 6º dia e demora em torno de quatorze dias para desaparecer sem tratamento. Esse tempo diminui para até sete dias com o uso de antivirais. A doença pode surgir de 2 a 10 vezes por ano. A maioria pessoas possuem herpes, mas não são manifestadas pois possuem anticorpos específicos para o HSV-1.

Essa doença é considerada crônica, pois não possui cura, o vírus fica em estado de latência (presente no local sem manifestação) e quando há alguma queda na imunidade o vírus que fica escondido em junções nervosas começa a sua replicação e a doença aparece. Há comprovações que fatores emocionais como ansiedade, depressão e estresse provocam a quebra do estado de dormência do vírus manifestando a doença. O sol muito forte também desencadeia essa queda do sistema imune, mulheres no estágio de tensão pré-menstrual também estão suscetíveis. Outras doenças como câncer e o HIV devem ser levadas em consideração pois podem facilitar a aparição da herpes.

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é clínico, no qual o médio avalia os sinais e sintomas, mas em caso de dúvidas o exame PCR, que consiste em analisar o DNA viral, por meio da coleta de sangue, pois é muito comum que a herpes seja confundida com alergia e com aftas.

Tratamento

O tratamento consiste em pomadas antivirais, e é recomendo que seja utilizada antes do aparecimento das feridas, quando está no estágio das bolhas. Em casos muito agressivos a utilização de comprimidos é indicada. Mas algumas recomendações não medicamentosas são indicadas como lavar sempre as mãos para evitar que o vírus seja carreado para outros lugares do corpo, evitar colocar as mãos nos olhos, evitar beijos, principalmente em crianças pequenas, manter certa distância ao falar com outras pessoas, utilizar protetor solar, protetor labial, não compartilhamento de batons e outros tipos de maquiagem, evitar sexo oral, não compartilhar copos, talheres toalhas de banho e rosto, etc.

Referencias:

http://www.ipsm.mg.gov.br/arquivos/herpes_labial.pdf

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/230_herpes.html

https://jornal.usp.br/radio-usp/radioagencia-usp/fator-emocional-auxilia-na-manifestacao-do-herpes-labial/

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