Hiperparatireoidismo

Por Débora Carvalho Meldau
Hiperparatireoidismo é uma condição clínica que se caracteriza pela excessiva produção do paratormônio (PTH), devido à ocorrência de um distúrbio em uma ou mais glândulas paratireóides. Esta é a causa mais comum de hipercalcemia.

Aproximadamente 85% dos indivíduos com essa disfunção apresentam como causa um tumor benigno, conhecido como adenoma, encontrado nas glândulas paratireóides, tornando-as superativas. No restante dos casos, o excesso de hormônio se deve a hiperplasia (inchaço) dessas glândulas. Raras vezes, essa condição é causada por uma neoplasia maligna na glândula paratireóide.

As glândulas paratireóides secretam PTH, que é responsável por regular o nível de cálcio e fósforo no organismo. Se essas glândulas secretam muito hormônio, como é o caso do hiperparatireoidismo, o nível de cálcio sanguíneo se eleva, essa condição recebe o nome de hipercalcemia. Deste modo, no caso de hipercalcemia leve, os pacientes podem ser assintomáticos, sendo descoberta ocasionalmente em exame laboratorial de rotina. Na presença de níveis mais elevados surgem sintomas de fraqueza muscular, perda de apetite, fadiga, perda de peso, formigamentos, constipação, dor na região abdominal, náuseas, vômitos, aumento de volume urinário, sonolência, dificuldade de concentração, confusão mental, depressão, dores ósseas e pruridos. Na persistência do quadro clínico por tempo prolongado, podem surgir sintomas digestivos que podem estar associados à úlcera duodenal e pancreatite, insuficiência e cólica renal, atrofia muscular, alterações da visão, aumento das dores ósseas, aumento da pressão arterial e alterações cardíacas.

O diagnóstico é feito por meio da dosagem sanguínea de cálcio, juntamente com elevadas taxas sanguíneas de PTH. As alterações no esqueleto podem ser evidenciadas através de radiografias das mãos, ossos longos, coluna, crânio e arcada dentária. A ultra-sonografia do abdômen pode avaliar os danos renais. Após a demonstração do aumento de cálcio sanguíneo e do PTH, deve-se investigar a causa dessas alterações.

O tratamento de eleição para o hiperparatireoidismo é o cirúrgico, no qual é feito a retirada das glândulas paratireóides quando estiverem hiperplásicas ou do tumor, quando este for a causa dessa condição. Já a hipercalcemia consequente do hiperparatideoidismo, quando severa, deve ser tratada por meio de hidratação oral, estimulando o paciente a ingerir, pelo menos, 2 litros de água por dia, ou por via endovenosa, por meio da administração de soro fisiológico (2 a 4 litros por dia). Quando essas medidas não forem eficientes, podem ser associados diuréticos, cortisona, calcitonina ou bifosfonatos.

Quando há histórico familiar dessa condição, é importante a realização de dosagem periódica do cálcio em todos os familiares de primeiro grau, a partir da puberdade. Outro aliado, nesse caso, é a pesquisa de mutação associada às diversas adenomatoses múltiplas.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?241
http://www.copacabanarunners.net/hiperparatireoidismo.html
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001215.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperparatireoidismo
http://www.projetodiretrizes.org.br/5_volume/23-Hiperparat.pdf

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