Insuficiência Cardíaca Congestiva

Por Débora Carvalho Meldau
Insuficiência cardíaca congestiva (ICC), também conhecida como insuficiência ventricular esquerda ou somente insuficiência cardíaca, é uma condição fisiopatológica na qual o coração encontra-se incapacitado de bombear sangue a uma taxa ideal para atender às necessidades dos tecidos metabolizadores.

Quando esta condição ocorre, há uma diminuição na taxa de envio de sangue para o organismo, com consequente redução da oxigenação dos tecidos, causando falhas em diversos processos do organismo, como deficiente remoção de água, sal e impurezas da corrente sanguínea.

A sobrecarga do coração faz com que o mesmo acelere seus batimentos na tentativa de compensar a falta de oxigênio tecidual. Como resultado, ocorre edemaciação dos vasos sanguíneos, ocorrendo alteração do equilíbrio entre os líquidos intra e extravascular, com consequente migração do líquido intravascular para os tecidos circunjacentes. Este último, juntamente com a diminuição do fluxo sanguíneo contínuo e o fluxo reverso de sangue são os principais fatores causadores do edema pulmonar e da edemaciação dos membros inferiores e região abdominal que comumente acompanham da ICC.

Como já foi dito anteriormente, a causa mais comum de ICC é o insuficiente bombeamento de sangue para o corpo pelo coração. A etiologia mais comumente observada é a doença arterial coronariana grave, responsável por reduzir o fluxo sanguíneo à musculatura cardíaca. Caso o indivíduo sofra um infarto, o tecido fibroso resultante do processo de cicatrização se contrai e diminui a capacidade de bombeamento de sangue. Outra causa é a estenose valvular, que pode ser causada por um defeito congênito ou pela febre reumática, por exemplo. Um aneurisma cardíaco de grandes dimensões também pode levar à redução da capacidade de bombeamento sanguíneo pelo coração.

Menos frequentemente, a origem do problema pode residir em moléstias que acometem a musculatura cardíaca, que pode ser causada por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, infecções virais, depósito de ferro ou de proteína amilóide no tecido cardíaco. Arritmias cardíacas também podem resultar em ICC, bem como disfunção diastólica (comum em pacientes idosos e com hipertensão).

As manifestações clínicas desta patologia englobam, inicialmente, taquicardia sem causa aparente, falta de ar e fadiga incomum após esforço físico e intolerância ao frio. É comum a pessoa acordar com falta de ar e precisar sentar para poder respirar.

Esta sintomatologia surge em resposta à alta pressão de líquido na circulação pulmonar (congestão pulmonar). O alívio alcançado ao sentar-se é consequência de uma mudança do volume sanguíneo para a metade inferior do corpo, reduzindo a carga cardíaca. Nos casos de ICC avançada, é comum estar presente severa falta de ar e tosse grave com saliva avermelhada ou escura. Também pode haver inchaço dos membros inferiores e aumento de volume do abdômen e pescoço.

O diagnóstico é obtido por meio de exame clínico, no qual o médico observa a presença de sopros, na ausculta cardíaca, e chiado, na ausculta pulmonar. Exames complementares podem ser necessários, como :

  • Radiografia torácica, na qual é visualizada hipertrofia cardíaca;
  • Ecocardiografia, que evidencia o funcionamento do coração.

Deve-se tratar a doença base responsável por desencadear a ICC, além de tratar o coração insuficiente, por meio da restrição da ingestão de sal, uso de fármacos diuréticos e outros que atuam diretamente na musculatura do coração ou que corrigem a arritmia presente. O transplante cardíaco é feito somente em último caso.

Fontes:
http://www.capscursos.com.br/docs/InsuficiênciaCardCongestiva.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Insufici%C3%AAncia_card%C3%ADaca_congestiva
http://saude.hsw.uol.com.br/insuficiencia-cardiaca-congestiva.htm
http://saude.hsw.uol.com.br/parada-cardiaca.htm

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