Intoxicação Alimentar

Por Gabriella Porto
A Intoxicação Alimentar ou Gastrintestinal é causada geralmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados pela falta de cuidados de higiene no manuseio, preparo ou armazenamento. Mas também pode ser causada pelo uso inadequado de pesticidas e agrotóxicos nos alimentos ou pela ingestão de substâncias venenosas presentes em alguns cogumelos e peixes despropositadamente.

As bactérias são os agentes mais comuns de contaminação, no entanto é possível também que haja contaminação por vírus, parasitas e toxinas. As bactérias mais comuns são a Salmonella e os Estafilococos. Essas contaminações frequentemente ocorrem pelo contato dos alimentos com ratos, baratas e moscas, devido ao mau estocamento.

A contaminação por Salmonela é bastante comum, pois a bactéria se desenvolve em carnes enquanto os animais ainda estão vivos, e as fezes destes animais contaminam o solo e a água, transmitindo assim a bactéria para outros animais. A carne contaminada pela Salmonela não apresenta diferença visual nem de sabor da carne não contaminada, por isso a intoxicação é tão comum. Para evitar a intoxicação recomenda-se o cozimento da carne por completo, pois a alta temperatura mata as bactérias. A Salmonela pode aparecer também na clara dos ovos usadas sem cozimentos no preparo de alguns alimentos e coberturas de bolo.

O Estafilococos está presente em mucosas e ferimentos cutâneos humanos. Se a pessoa que prepara o alimento estiver com um ferimento e o alimento não for cozido a uma temperatura superior a 60º por no mínimo meia hora, é possível haver a contaminação do alimento. Na verdade, o que causa da intoxicação não é a bactéria, e sim a toxina que a mesma produz. Presunto, carnes defumadas, maionese, sorvetes e doces industrializados têm grandes possibilidades de apresentar a bactéria, pois os conservantes destes alimentos não exterminam completamente os micróbios.

A infecção alimentar geralmente apresenta um quadro de cólicas abdominais, diarréia, vômito, náuseas, fraqueza e dor de cabeça. A maioria dos casos de infecção alimentar poderia ser facilmente evitada tomando-se os devidos cuidados higiênicos na preparação, manipulação e armazenamento dos alimentos. Bastante comuns e geralmente não graves, os casos de infecção alimentar costumam durar dois dias entre aparecimento e cura, no entanto podem apresentar formas graves que levam até a morte.

O diagnóstico é dado por exames de fezes, sangue e pela observação de um fragmento do alimento causador da intoxicação. Essa observação é chamada de cultura, leva-se um fragmento deste alimento para um laboratório e observa-se quais os níveis de proliferação e o tipo dos microorganismos presentes e responsáveis pela infecção.

O melhor método de prevenir a intoxicação alimentar é cuidar bem da higiene. Lavar as mãos com frequência, lavar bem os alimentos, cozinhá-los bem e mantê-los refrigerados evita com eficácia o aparecimento de microorganismos responsáveis pelas intoxicações.

Fontes:
http://ww.saudevidaonline.com.br/artigo92.htm
http://www.copacabanarunners.net/intoxicacao-alimentar.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Intoxicação_alimentar

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