Panencefalite Esclerosante Subaguda

A pancefalite esclerosante subaguda, também denominada encefalite do sarampo ou encefalite de Dawson, consiste em uma desordem rara inflamatória crônica progressiva do sistema nervoso central, que acomete especialmente crianças e adultos jovens, resultante de uma infecção persistente pelo vírus do sarampo ou por uma mutação do vírus em questão.

Durante uma infecção pelo vírus do sarampo, o mesmo pode alcançar o cérebro e permanecer nesse órgão sem causar problemas durante muito tempo. Contudo, por razões ainda não elucidadas, pode ser reativado, levando ao quadro de panencefalite esclerosante subaguda. Raramente, também pode ocorrer em pessoas que nunca pegaram sarampo, mas que receberam a vacina com o vírus vivo.

Inicialmente, o quadro clínico caracteriza-se por irritabilidade, alterações comportamentais, amnésia, alucinações e déficit intelectual que se reflete no aproveitamento escolar. Ao passo que o distúrbio progride, surgem convulsões na forma de distúrbios motores, incluindo movimentos involuntários, como súbitos estirões musculares nos braços, na cabeça e no corpo. Por fim, essas convulsões podem acometer todo o corpo, resultando em movimentos anormais incontroláveis. Além disso, o intelecto deteriora-se progressivamente, bem como a fala. A musculatura torna-se cada vez mais rígida, tornando difícil de realizar o movimento de deglutição. Outra consequência desta desordem é a perda da visão. Nas fases finais do distúrbio, a temperatura corporal, a pressão arterial e a pulsação são alteradas.

O diagnóstico é estabelecido com base no quadro clínico apresentado pelo paciente. A confirmação pode ser alcançada por meio de exames laboratoriais, incluindo análise de sangue, visando elucidar o nível de anticorpos contra o vírus do sarampo, ou por meio de exames de imagens, como eletroencefalograma, ressonância magnética ou tomografia computadorizada que indicam anomalias no cérebro.

Não há tratamento eficaz para esta desordem, sendo que geralmente ela levar à morte dentro de 1 a 3 anos. Quando descoberta e tratada bem no início, a evolução da doença pode ser freada e o paciente terá que tomar a medicação para o resto da vida. Contudo, sempre há o risco de reagudização da doença.

Fontes:
http://www.manualmerck.net/?id=286&cn=1518
http://pt.wikipedia.org/wiki/Panencefalite_esclerosante_subaguda
http://www.scielo.br/pdf/anp/v43n3/11.pdf
http://www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/36/20121219151312_caso_clinico_62.pdf

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