Prolactinomas

Por Débora Carvalho Meldau
Os prolactinomas são definidos como tumores benignos da hipófise (pituitária), responsável pela síntese exacerbada de prolactina. Em raros casos, podem levar a problemas neurológicos em consequência da compressão ou invasão de estruturas adjacentes, como nervo óptico e nervos encontrados no seio cavernoso, que fica ao lado da pituitária.

O hormônio prolactina tem por função a estimulação da produção de leite pelas glândulas mamárias, conhecida como galactorréia. Este é o tipo mais comum de tumor hipofisário, sendo mais comumente observado em indivíduo do sexo feminino. Quando apresentam tamanho inferior a 1 cm de diâmetro são chamados de microporlactinomas; e quando superiores a 1 cm de diâmetro, recebem o nome de macroprolactinomas.

Clinicamente, manifestam-se por sintomas relacionados à hiperprolactinemia. Nas mulheres, podem estar presentes amenorréia e galactorréia (síndrome de Forbes-Albrigh), ciclo menstrual irregular, infertilidade e hirsutismo. Já nos homens, pode levar à impotência sexual, perda da libido, oligospermia e, raramente, ginecomastia e galactorréia. Em ambos os sexos, podem surgir, devido ao hipogonadismo estendido, osteoporose prematura. Quando estes tumores atingem maiores dimensões, podem comprimir estruturas encontradas ao redor, podendo levar a alterações visuais e distúrbios de nervos cranianos. Devido ao estado compressivo, no resto da glândula, um estado de pan-hipopituitarismo pode estabelecer-se.

O diagnóstico é corroborado por meio da dosagem da prolactina sanguínea, embora o teste de estimulação com o hormônio liberador do TSH (hormônio estimulante da tireóide) e a avaliação da atividade glandular, como um todo, sejam habitualmente realizados. Quando os níveis de prolactina encontram-se inferiores a 200 ng/ml, é feito o diagnóstico diferencial com tumores responsáveis por comprimir a haste hipofisária ou alterarem a circulação portal da área. Exames de imagem podem evidenciar os prolactinomas, sendo a ressonância magnética e a tomografia computadorizada os mais utilizados. Atualmente, o primeiro é considerado o fornecedor de imagens mais detalhadas nestas situações.

A prolactina pode estar elevada mesmo sem que esteja presente algum tumor, como no caso de gestação e amamentação, estimulação manual do mamilo, síndrome do ovário policístico, traumas torácicos, estresse, exercícios, hipotireoidismo, insuficiência renal, insuficiência hepática, uso de certos medicamentos (como, por exemplo, antidepressivos, ansiolíticos, pílulas, modificadores de funções digestivas, entre outros). Outros tumores hipofisários, que não são prolactinomas, podem causar aumento de prolactina.

O tratamento de eleição é o clínico, que é eficaz em aproximadamente 80% dos pacientes. Os fármacos mais utilizados são a bromocriptina, o lisuride e a cabergolina em doses crescentes, até obter-se a normalização da prolactina e diminuição do volume do tumor.

Nos casos em que o tratamento medicamentoso não surte efeito, pode ser realizado o cirúrgico, por meio da ressecção do prolactinoma. Este procedimento cirúrgico é realizado por meio da cavidade nasal, utilizando-se microscópio, e abordando o local da pituitária a partir da sua região inferior.

Após o tratamento eficaz, ocorre a normalização dos níveis de prolactina, revertendo por completo os sinais e sintomas.

Fontes:
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/2507
http://www.spedm.org/Website/Common/GeneralPage.asp?gp_id=31
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?347
http://www.sbemrj.org.br/index.asp?p=doencas&chamada=Prolactinomas
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-282X2002000100019&script=sci_arttext
http://idmed.uol.com.br/saude-de-a-z/prolactinomas.html

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