Rosácea

Por Débora Carvalho Meldau
A rosácea é uma doença cutânea crônica que se caracteriza por manchas eritematosas e vasculite, resultando em telangiectasias em peles oleosas. Pode também infeccionar e levar ao aparecimento de pústulas e abscessos, recebendo também, por esta razão, o nome “acne rosácea”.

Acomete mais comumente adultos após os 30 anos de idade, especialmente individuo do sexo feminino. Sua etiologia ainda é desconhecida. Aparentemente, o ácaro Demodex folliculorum, encontrado normalmente nos folículos pilo-sebáceos, está envolvido com a doença apenas de forma oportunista. Algumas características como predisposição pessoal e alterações gastrointestinais podem desempenhar algum papel na causa da doença.

Determinados alimentos podem agravar o quadro em alguns pacientes (café, bebidas alcoólicas, picles, pimenta e molhos quentes). Além disso, frio e calor intenso, bem como exposição solar, podem estar implicados no agravamento das lesões. Pele danificada devido à intensa exposição solar ao longo dos anos também pode predispor ao surgimento da rosácea.

Esta afecção acomete a pele centrofacial. Na fase pré-rosácea, há  o aparecimento de eritema discreto na face, que agrava-se com surtos de duração variável, aparecendo de forma espontânea ou pela ação de determinados fatores, como a luz solar, calor, frio, vento, álcool e alimentos quentes. Dentre de meses ou até mesmo anos, este eritema pode tornar-se permanente, com formação de telangiectasias.

Com menos freqüência, apenas telangiectasias podem estar presentes. O aspecto seborréico da pele é comum. Em diversos pacientes, pápulas e menos freqüentemente pústulas (acne rosácea) podem resultar em confusão com acne vulgar, no entanto, encontram-se ausentes os cravos e cicatrizes.

Dificilmente observam-se nódulos. Quando em grande número, as pápulas podem, eventualmente, formar placas granulomatosas, denominadas rosáceas lupóides. Em diversos pacientes, em especial do sexo masculino, a rosácea pode evoluir para rinofima, que é o espessamento irregular e lobulado da pele do nariz, principalmente, e dilatação folicular, podendo acometer outras regiões também como fronte, malares e pavilhões auriculares.

O diagnóstico normalmente é feito por meio do quadro clínico apresentado pelo paciente. Eventualmente, a biópsia de pele pode ser feita para descartar a possibilidade de outra doença que apresente quadro clínico semelhante.

Não existe tratamento curativo para a rosácea. O objetivo deste é  apenas controlar a doença. Fatores que provocam a sua exacerbação devem ser evitados, tais como o frio intenso, sol, alimentos anteriormente citados, caso seja percebida uma piora no quadro.

A medicação engloba o uso de antibióticos por via oral até se obter uma melhora, sendo que neste momento, a dose deve ser gradativamente reduzida. Caso haja piora das lesões, a medicação oral deve ser restituída.

As telangectasias podem ser esclerosadas por meio da fulguração ou laser. Quanto o rinofima, o tratamento é cirúrgico, podendo ser feito o uso da dermoabrasão, o laser de CO2 ou o shaving.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ros%C3%A1cea_(doen%C3%A7a)
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?370
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/rosacea.shtml
http://rosacea.dermis.net/content/e01geninfo/e02pathogenesis/index_prt.html
http://www.manualmerck.net/?id=225&cn=1829

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