Tinea Nigra

A tinea nigra trata-se de uma rara dermatomicose superficial, que ocorre mais frequentemente em áreas tropicais e subtropicais. Seu agente etiológico é o fungo Phaeoannellomyces werneckii, que anteriormente era chamado de Exophiala werneckii.

Esta patologia foi observada primeiramente no Brasil, na Bahia, no ano de 1891, por Alexandre Cerqueira. No ano de 1916, Castro Pinto Cerqueira relatou casos desta desordem. Em 1921, Parreira Horta isolou o agente etiológico da doença. Em 10970, este fungo recebeu o nome de Exophiala werneckii, que passou a ser chamado pelo nome atual, Phaeoannellomyces werneckii, no ano de 1985, quando Mc Ginnis e colaboradores propuseram um novo gênero para o fungo.

Acomete com maior frequência indivíduos do sexo feminino e habitualmente é assintomática, surgindo somente lesões em forma de mácula, de coloração negra ou marrom, geralmente na planta das mãos e plantas dos pés.

Uma vez que esta infecção fúngica acomete o extrato córneo da pele, que é o mais externo, o diagnóstico confirmatório é feito coletando-se o material cutâneo por meio de um raspado, colocado em cultura que, posteriormente, é analisada ao microscópio. Neste último é possível observar as hifas de coloração acastanhada, septadas e ramificadas de forma irregular, além de elementos em brotamento.

O tratamento consiste na aplicação sobre a pele de medicamentos tópicos, como unguento de Whitfield, miconazol, cetoconazol, fluconazol, tintura de iodo e pomadas compostas por ácido salicílico.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tinea_nigra
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0365-05962003000500009&script=sci_arttext
http://www.thirdage.com/hc/c/tinea-nigra
http://www.facmed.unam.mx/deptos/microbiologia/micologia/tina-negra.html

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