Embargo Econômico

Países com poder político-econômico têm adotado determinadas punições que afetam drasticamente a economia de uma nação. Estas sanções têm sido aplicadas a alguns Estados considerados rebeldes, como Coréia do Norte e Cuba. Estas medidas, porém, estão sendo cada vez mais condenadas tanto por economistas quanto pelos defensores da paz.

Quando uma nação tem um governo radical, inflexível, de nada adiantam as ameaças econômicas de uma potência mundial como os EUA, porque ele se manterá ainda mais firme em suas decisões. Quem sofre as conseqüências, na verdade, é o povo do país afetado, como observamos recentemente na Faixa de Gaza, região de conflito entre árabes e israelense. Nestes momentos constata-se a total ineficácia de tais medidas, pois o que vemos é um espetáculo deprimente, pessoas com fome tentando fugir da área bloqueada, lutando para sobreviver, seres humanos se debatendo contra a inanição e a morte, enquanto não se permite que o alimento as alcance.

Outro exemplo gritante é o do Iraque, que sofreu durante treze anos um bloqueio econômico imposto pela ONU, até sua invasão pelos EUA e demais aliados em 2003. Esta atitude não demoveu o governo iraquiano de seus propósitos e promoveu no país em questão uma verdadeira devastação, com a morte de 1,5 milhão de pessoas, atingidas por estas punições internacionais.

Cuba também foi vítima de um embargo semelhante, comercial e financeiro, também de iniciativa dos Estados Unidos. Ele foi instituído em 7 de fevereiro de 1962, transformado em instrumento legal no ano de 1992 e posteriormente em 1995. Bill Clinton, em 1999, estabeleceu que as filiais externas de empresas norte-americanas não poderiam mais negociar com os cubanos, quando estas transações ultrapassassem o valor de 700 milhões de dólares por ano. Esta determinação ainda hoje vigora, configurando assim o bloqueio econômico a Cuba como o mais longo na história moderna. Apesar de tudo, nem toda comercialização entre os dois países se encontra proibida.

Estes embargos econômicos, na opinião de muitos economistas, ao contrário do que pretendem, acabam fortalecendo ainda mais o governo local, como ocorreu com Saddam Hussein e Fidel Castro, entre outros, que apesar das medidas radicais adotadas contra eles, se sustentaram por muito tempo ainda no poder. Alguns países, como a Coréia do Norte, se adaptam ao bloqueio e sobrevivem, isolados em seu regime político.

Segundo vários especialistas, somente o diálogo pode resolver estes dilemas. As negociações devem se realizar no plano político, não no econômico. Pois os embargos nesta esfera transformam o próprio povo, que poderia ser um grande aliado contra o governo totalitário, no principal inimigo da nação que impõe o bloqueio. Portanto, também em termos estratégicos o embarco econômico é um verdadeiro desastre, totalmente ineficaz.

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