Educação na Alemanha

Por Ana Lucia Santana
Na Alemanha cada estado tem o direito de criar sua própria estrutura educacional; como o país conta com 16 regiões estatais, pode-se afirmar que os modelos de educação vigentes entre os alemães são bem diversificados. Alguns pontos, porém, são consensuais, como o início compulsório das aulas a partir dos 6 anos de idade em todo o território alemão.

O jardim de infância, embora não seja obrigatório, é assegurado a todas as crianças que tenham no mínimo 3 anos de idade. Geralmente os familiares financiam este estágio educacional, sempre conforme seus recursos financeiros; não importa se a escola é pública ou particular, é exigido o pagamento da pré-escola.

Algumas destas instituições são preservadas por templos religiosos e/ou empresas privadas; nos pequenos municípios elas revelam uma forte ascendência sobre a população. A procura dos jardins de infância é tão alta que os governantes geralmente pedem às famílias que, alguns meses antes do início das aulas, elas já empreendam a busca de uma vaga.

Em recentes pesquisas realizadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, o valor pago pelos pais nos jardins de infância soma o dobro da média despendida pelos outros países membros desta instituição. Enquanto isso, o pagamento semestral nas universidades e outros gastos dos alunos nas escolas de nível superior totalizam menos da metade das estatísticas médias captadas nesta investigação comparativa.

Em algumas partes da Alemanha é possível encontrar cursos preparatórios de um ano de duração para o ingresso no estágio fundamental, os quais oferecem atividades lúdicas às crianças, uma forma de ampliar seu domínio do idioma alemão. A educação fundamental é pública, não paga e leva de quatro a seis anos para ser concluída, conforme o Estado em questão.

No final do ensino fundamental os alunos são guiados em suas escolhas e direcionados à etapa secundária. Cabe aos mestres e pais optarem pela melhor instituição a ser cursada pelos alunos, de acordo com sua performance no estágio anterior. Esta decisão não é irredutível, pois pode ser revista posteriormente. Há três modelos de ensino secundário: Hauptschule, Realschule e Gymnasium.

No primeiro os estudantes adquirem uma educação básica que geralmente se estende de cinco a seis anos. Logo depois eles já estão preparados para cursar uma instituição profissionalizante que forme trabalhadores para atuarem no setor industrial ou em atividades agrícolas.

A Realschule segue o mesmo padrão do modelo anterior, mas se distingue ao oferecer ao aluno os recursos necessários para que ele siga etapas mais avançadas em escolas profissionalizantes; sua duração é em média de seis anos. O Gymnasium, por sua vez, propicia aos jovens uma educação mais profunda e um tempo maior de estudos, nove anos.

Ao terminar esta etapa o estudante conquista o certificado conhecido como Abitur, semelhante ao nosso Vestibular, e está pronto para cursar uma Universidade, conforme as notas adquiridas ao longo do ensino médio. Aliás, o sistema de notas na Alemanha é bem distinto, oscilando entre 1, a nota mais alta, e 6.

Há vinte anos a educação na Alemanha vem entrando em decadência em relação às outras nações que compõem a OCDE; é um sistema que está à beira da falência. Por três anos consecutivos o sistema educacional alemão obteve baixas cotações; as principais causas deste problema são os péssimos investimentos, os mecanismos antiquados e o pequeno índice de estudantes que se graduam nas Universidades.

Fonte:
http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/170/25/