Prata

Por Júlio César Lima Lira
O elemento químico prata, muito conhecido por ser utilizado em confecções de jóias e utensílios sofisticados, é um metal de transição externa de alto potencial redutivo, ou seja, é muito difícil de oxidar (por isso a sua grande utilização em procedimentos que não podem sofrer com a “ferrugem”). É sólido, apresenta coloração esbranquiçada e brilhante nas condições ambiente, e pela denominação latina de Argentum possui símbolo químico Ag.

É altamente dúctil (facilmente toma a forma de tubos) e maleável (pode ser disposto em finíssimas folhas metálicas). Sua massa atômica ponderada vale aproximadamente 107,87 u, com número atômico igual a 47 (elétrons e prótons).

Os estados de oxidação mais comuns são o Ag+ e Ag2+, e suas características elétricas o classificam como um bom condutor de eletricidade (na verdade, a prata é o melhor condutor de eletricidade dentre os metais) e de calor, entretanto o cobre é mais utilizado em fiações e resistências termoelétricas por ser mais barato.

A prata pura é tóxica, porém, em forma de sais, não apresenta grandes problemas à saúde.

Ocorrência

Talheres de prata

A prata é encontrada na natureza em formações rochosas quase sempre impura, sendo que praticamente toda sua impureza é derivada do próprio cobre e do chumbo, porém essa fração não chega a 5% da sua massa total. Para a retirada desses elementos dos compostos de prata, utilizam-se soluções ácidas de enxofre, nitrogênio (como o ácido nítrico) e ciano (ácido cianídrico); pois a prata, apesar da sua baixa preferência por reações oxirredutivas, é solúvel nessas substâncias. A partir daí, com os sais de prata decantados, basta uma eletrólise ígnea ou fundição do sal para que seja obtida a prata praticamente pura.

Reservas

As reservas mundiais de prata são estimadas em 560.000 toneladas, e destas, cerca de 2% pertencem ao Brasil, sendo assim, o 36º maior produtor de prata. O país extrai cerca de 6 toneladas por ano, enquanto que o resto do mundo produz cerca de 2.500 toneladas durante o mesmo período de tempo.

Calcula-se que, todo o minério de prata deva durar cerca de 28 anos no planeta se o ritmo de consumo não diminuir; para o Brasil, a estimativa é de que o metal se esgote em quase 2 mil anos. Entretanto, esses dados são incertos, uma vez que tanto as reservas do mineral quanto o consumo dele estão sempre variando, e as estimativas estão a cada momento sofrendo mudanças.

Aplicações

Papel fotográfico contendo AgBr

As maiores aplicações da prata no cotidiano estão ligadas a fotossensibilidade, uma vez que compostos de prata, ao serem expostos à radiação solar, sofrem dissociação liberando os íons Ag (1+ ou 2+). Exemplos muito comuns são as lentes dos óculos monocromáticos que escurecem na presença da luz do sol, ou os papéis fotográficos (sob forma de Brometo de Prata). Além disso, há o emprego da prata em adornos (jóias: anéis, gargantilhas, pulseiras), talheres, ferramentas cirúrgicas (como alguns bisturis) e dobrões (ou moedas).

Descoberta

A prata sempre foi utilizada, desde a antiguidade, pelos Romanos. Portanto, não há um cientista responsável pela sua evidência.

Fontes:
THEODORE L. Brown, H. EUGENE LeMay, BRUCE E. Bursten. Química: A ciência central, São Paulo – SP: Editora Prentice-Hall, 2005. 9ª Edição. 992 págs.

SARDELLA, Antônio. Curso de Química Vol. 01, São Paulo – SP: Editora Ática, 2002. 25ª edição, 2ª impressão. 447 págs.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Prata (acesso em 10/02/2010)
http://www.dnpm.gov.br/assets/minebusiness/pdf/livro.pdf (acesso em 10/02/2010)
http://www.silverinstitute.org/supply_demand.php (acesso em 10/02/2010)
http://mundoestranho.abril.com.br/geografia/pergunta_292573.shtml (acesso em 10/02/2010)
http://www.tabelaperiodica.hd1.com.br/ag.htm (acesso em 10/02/2010)
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e04710.html (acesso em 11/02/2010)