Luís Vaz de Camões



Por Cristiana Gomes
Sem dúvida, Luís Vaz de Camões é o maior nome da literatura portuguesa e um dos maiores da literatura universal.

Escreveu poesias líricas, uma poesia épica, 3 peças teatrais e algumas cartas.

Sua vida é repleta de incertezas. Não se sabe ao certo o ano de seu nascimento, porém alguns estudos arriscam em dizer que foi em 1524.

Veio de uma família decadente e freqüentou por algum tempo a Universidade de Coimbra, também serviu como militar na África onde perdeu o olho direito.

Após permanecer um ano preso por ter agredido um oficial do rei, é exilado por 17 anos, morou inclusive em Macau (colônia portuguesa na China).

Retorna para Portugal em 1570 com Os Lusíadas pronto.

OS LUSÍADAS
Conta a história do povo português. “Lusíadas” significa “Lusitanos”. O herói da epopéia é Vasco da Gama (o descobridor do caminho marítimo para as Índias).

Estas conquistas ultramarinas serviram de inspiração para Camões escrever a obra.

Ao todo, são 8816 versos divididos em 10 cantos (partes) e 1102 estrofes.

Estrutura do Poema

1ª parte: proposição: o poeta conta os feitos gloriosos e heróicos dos portugueses

2ª parte: invocação: Camões invoca as ninfas do rio Tejo, chamadas de Tágides.

3 ª parte: dedicatória: a obra é dedicada a d. Sebastião (rei de Portugal)

4ª parte: narração: Camões narra a viagem de Vasco da Gama às Índias.

5ª parte: epílogo: nessa parte Camões fala sobre a ruína de seu país com um tom melancólico e profético.

Oito anos após a publicação d’Os Lusíadas, Portugal caía sob o domínio espanhol.

Esta obra rendeu ao escritor uma pensão de 15 mil réis por ano, porém, alguns estudos afirmam que ele não a recebia regularmente.

Camões possui uma legião de seguidores:

* Fernando Pessoa (Mensagem é uma releitura de algumas passagens de Os Lusíadas. Ele se dizia um “supra Camões”)
* José Saramago
* Mário de Andrade
* Vinícius de Moraes
* Manuel Bandeira
* Murilo Mendes
* Carlos Drummond de Andrade

O grande escritor, que hoje é reconhecido mundialmente, morreu na miséria e foi enterrado como indigente.


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