Holografia

Por Luan Hodari
Quando uma imagem é criada, apresentada ou registrada em duas dimensões elaboradas de tal forma a proporcionarem a ilusão de terem três dimensões são denominadas Holografias, porém, não é apenas mais uma simples forma de visualização em 3 dimensões, mas sim um processo de se codificar uma informação e depois (através do laser) se recriar "integralmente" esta mesma informação.

Criada em 1948 pelo húngaro Dennis Gabor (mais tarde ganhador do Prêmio Nobel de Física), a holografia somente foi realizada pela primeira vez nos anos 60 com a utilização do laser e hoje em dia é utilizada pela física como uma sofisticada técnica fotográfica, de análise de materiais ou de armazenamento de dados, isto é, usada dentro da pesquisa científica no estudo de materiais, desenvolvimento de instrumentos ópticos, criação de redes de difração, etc. Na área da indústria tem aplicações no controle de qualidade de materiais e na segurança. Na tecnologia da informação testa-se o uso de hologramas como uma forma "óptica" de armazenamento de dados.

A holografia também é utilizada na área da comunicação como um "display" de alto impacto visual o que resultou no seu uso comercial como elemento promocional. Já nas artes visuais diversos artistas a usam como uma forma de expressão. Os pioneiros da holografia no Brasil foram o Prof. José Lunazzi, da UNICAMP, Moysés Baumstein e Fernando Catta-Preta, como forma de expressão artística a holografia ainda é recente demais para ser considerada “veterana” no assunto, uma estética holográfica está por ser desenvolvida, porém diversos artistas plásticos a utilizaram, entre eles a inglesa Margaret Benyon, os norte-americanos Rudie Berkhout e Harriet Casdin-Silver, os brasileiros Augusto de Campos e Décio Pignatari e a japonesa Setsuko Ishii. A primeira exposição de hologramas no Brasil foi organizada por Ivan Isola em 1981 no pavilhão da Bienal em São Paulo com hologramas produzidos em diversos países.

Moysés Baumstein montou um laboratório em São Paulo dirigido à produção artística e comercial, ele desenvolveu técnicas próprias que resultaram em hologramas de grande impacto e qualidade.

No final da década de 80 trabalhou com Augusto de Campos, Décio Pignatari, Júlio Plaza e Wagner Garcia expondo em diversos museus e instituições no Brasil e no exterior. Seu laboratório esteve em atividade de 1983 à 2007.

Fontes
Livros
HOLOTROPIC MIND – Stanislav Grof
THE HOLOGRAPHIC UNIVERSE – Michael Talbot
THE BIOLOGY OF TRANSCENDENCE – Joseph Chilton Pearce

WEB
Holonomic brain theory - http://en.wikipedia.org/wiki/Holonomic_brain_theory
USP - http://educar.sc.usp.br/otica/curiosid.htm#ilusao
UNICAMP - http://www.ifi.unicamp.br/~dfigueir/holosite/estereo/estereos.htm