Homeostase

Bacharel em Ciências Biológicas (UNITAU, 2012)
Pós-graduação Lato Sensu em Perícia Criminal (Grupo Educacional Verbo Jurídico, 2014)

Em um primeiro momento, é suficiente dizer que a palavra chave para se compreender o conceito de homeostase é estabilidade. Em cima disso, é importante entender os conceitos de células somáticas e seres pluricelulares.

Os seres pluricelulares são, grosso modo, os seres compostos por várias células. Nesse sentido, essas células são organizadas de maneira que formem tecidos, órgãos e sistemas. Um exemplo disso são as células hepáticas – os hepatócitos – que se organizam para compor o fígado. Com relação às células somáticas, de maneira geral, os seres pluricelulares possuem dois grupos de células, as somáticas e as sexuais. As células somáticas são aquelas geradas a partir da mitose, ou seja, que possuem o material genético igual em todo o organismo, se organizando para formá-lo. Por outro lado, as células sexuais são àquelas geradas pela meiose, que possuem metade do material genético e se relacionam diretamente com a reprodução sexuada.

Em um segundo momento, com os conceitos acima descritos já compreendidos é possível começar a explanação a cerca da homeostase em si. As células somáticas, embora compartilhem o mesmo material genético, são diferentes entre si. Isso se dá pela diferenciação celular, que faz com que as células de um organismo tenham uma organização interna e composição de estruturas individual para cada tipo celular. Essas células que são diferentes e compartilham o mesmo material genético estão, em última análise, imersas em um meio comum, o meio extracelular.

Esse meio extracelular possui diversas características para que as reações dentro do corpo possam ocorrer de maneira correta, como por exemplo, concentração de nutrientes e gases, temperatura, pH e diversas outras que permitem a manutenção da vida. Em um sistema homeostático, os sistemas que o compõe “trabalham” com o intuito de manter essas condições estáveis ou com o mínimo de alteração possível. Assim, a homeostase é, justamente, essa capacidade de manter a estabilidade do organismo e, quando ocorrem alterações, realizar reações e interações visando à manutenção do meio para que suas características voltem às ideais.

Após compreender o conceito de homeostase é comum acreditar e levar em consideração apenas o sistema excretor. De fato, os rins e o sistema excretor, como um todo, são muito importantes para manter a estabilidade das condições internas do organismo. Entretanto, esse não é o único sistema que trabalha com essa finalidade. É importantíssimo ressaltar que essa regulação interna é garantida pelo conjunto dos sistemas que compõem o organismo. Veja bem, o sistema excretor realiza um papel indispensável na remoção dos resíduos metabólicos do corpo e na reabsorção de água, mas o sistema circulatório que realiza o transporte que viabilizará essa filtração. Assim como nesse exemplo, os nutrientes disponíveis no corpo dependem do sistema digestivo para serem “quebrados” e absorvidos, mas também dependem do sistema locomotor e da musculatura esquelética, como um todo, para que esses alimentos sejam ingeridos. Assim, isso quer dizer e reafirmar que a homeostase é garantido por cada um dos sistemas do organismo e pela combinação deles.

Enfim, um organismo que consegue garantir a homeostase é aquele que é capaz de realizar a manutenção das condições internas e comuns para que elas sejam estáveis ou pouco alteradas e, então, corrigidas. Nesse sentido, é importante ressaltar que a homeostase é garantido não apenas por um órgão ou sistema, mas por todos (ou quase todos) eles e suas associações.

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