Conurbação

Por Fernando Rebouças
Conurbação é um processo geográfico de crescimento e unificação da malha urbana (e da borda limítrofe de urbanização) de duas ou mais cidades. A conurbação é responsável pela formação de regiões metropolitanas, mas não a única causadora.

A cidade cresce e se expande, ampliando a sua presença além de seu perímetro urbano sobre aglomerados rurais e aproximando-se de cidades vizinhas. As cidades vizinhas passam a integrar a região metropolitana pelo processo de expansão e integração que desaparecem com os limites físicos que antes haviam entre as áreas antes distanciadas.

A conurbação gera um conflito de entendimento entre as estruturas políticas, administrativas e de espaço edificado de cada cidade. Um dos fatores para esse processo é a demanda por espaços na cidade, conforme o crescimento demográfico e econômico, a cidade tende a se expandir para todos os lados.

Essa expansão incorpora territórios e provoca adensamentos das áreas já utilizadas e antes estruturadas. É um processo que gera uma ampliação horizontal da periferia e vertical das regiões centrais de uma cidade.

O perigo de uma conurbação está em seu descontrole muito percebido em cidades metropolitanas do Terceiro Mundo e, atualmente, de países em desenvolvimento. Uma expansão descontrolada gera perda na qualidade dos serviços prestados à população da cidade, má condição das edificações e perda na qualidade de vida.

A conurbação já existia antes da Segunda Guerra Mundial em cidades como Londres, Nova Iorque, Paris e Tóquio. No Brasil, esse processo iniciou-se a partir da industrialização ocorrida a partir dos anos 50.

A partir da década de 50, os centros urbanos do Brasil tornaram-se envelhecidos perante a demanda urbana de suas funcionalidades. Tornou-se necessário a construção de edificações modernas que acompanhassem o fluxo de pessoas e o avanço da industrialização.

A construção de novas edificações acarretou no crescimento dos centros. Há também a conurbação entre cidades de países diferentes, como por exemplo, entre as cidade de Santana do Livramento – RS (Brasil) e Rivera (norte do Uruguai), cuja área conurbada corresponde à “Fronteira da Paz” com mais de 170.000 habitantes de ambas as cidades que utilizam dos serviços de saúde e de educação reciprocamente.

Nessas cidades, a conurbação propicia a ocorrência do fluxo pendular, fluxo de pessoas e de passageiros que passam por mais de uma cidade em direção às cidades dormitórios; esse fluxo, no período da manhã e do início da noite, registram movimento intenso.