Geleira

Por Emerson Santiago
Geleira ou glaciar é uma enorme massa de gelo composta por uma grande quantidade acumulada de neve, que demanda um tempo considerável para sua formação, chegando este processo a extremos de 30 mil anos para a formação de seu corpo, por exemplo.

O fenômeno de formação de uma geleira ocorre, previsivelmente, nos pólos do globo terrestre, onde encontramos as menores temperaturas. Ali, a água sofre um processo bastante similar ao das rochas ígneas, onde há o arrefecimento e cristalização de um fluido. No caso da geleira, o elemento água sofre arrefecimento (em outras palavras, suas moléculas vão se aproximando e esta começa a endurecer e dar origem a cristais. E assim como as rochas sedimentares, o gelo é depositado em camadas à superfície da Terra, podendo atingir grandes espessuras. Finalmente, fazendo um terceiro paralelo com outro tipo de rocha, desta vez as metamórficas, o gelo transforma-se por recristalização sob pressão. Assim, sob pressão e metamorfismo do "sedimento" neve, temos a formação de gelo duro e espesso da qualidade de uma rocha, à medida em que os blocos de neve espaçados sofrem um reagrupamento em sua composição e recristalizam-se em massa sólida. O gelo então originário dessa atividade natural passará a ter uma temperatura de fusão extremamente baixa, atingindo centenas de graus abaixo de zero.

As geleiras ou glaciares podem ser divididos, com o intuito de melhor estudá-los e classificá-los, com base no tamanho e na forma, em dois tipos básicos: as geleiras de vale ou alpinas e as geleiras continentais ou inlandsis.

Geleiras de vale ou alpinas são rios de gelo que se formam nas partes mais altas das cordilheiras montanhosas onde há acumulo de neve, na maioria dos casos, em vales pré-existentes, onde a água vai se transformando em gelo através do caminho em que flui. A grande maioria destas geleiras ocupa a largura total de um vale, sendo capaz de afundar a sua base rochosa sob centenas de metros de gelo. Pode-se encontrar geleiras de vale em climas mais quentes, porém, estes serão encontrados nos topos dos picos das montanhas mais altas. Já em regiões mais frias, as geleiras de vales podem descer muitos quilômetros ao longo do comprimento total de um determinado vale. Quando  geleira de vale flui por cordilheiras costeiras, pode esta desembocar no oceano, onde pode ocorrer o desprendimento de massas de gelo que dão origem aos icebergs.

Já a geleira continental é bem maior do que a geleira de vale, sendo constituída por um manto de gelo de movimentação extremamente lenta, daí surgindo seu outro nome de inlandsis. Os maiores inlandsis atualmente cobrem grande parte da Groenlândia e Antártida. O gelo glacial da Groenlândia e da Antártida não se encontra confinado a vales de montanha, ao contrário, cobrem quase toda a superfície sólida destes territórios. Em seu ponto mais alto, no meio do território, o gelo atinge espessuras superiores a 3200 metros de altura. A partir desta área central, a superfície do gelo inclina-se ao mar por todos os flancos. Em um costa montanhosa, a geleira irá dividir-se em línguas glaciárias estreitas, fazendo lembrar geleiras de vale que circundam as montanhas, atingindo o mar, então quebrando-se e dando origem aos icebergs.

Bibliografia:
http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_286973.shtml
http://geodinamica.no.sapo.pt/html/pagesgex/glaciares.htm#accaogeologicaglaciares
http://www.mistralis.com/exp/pn.html