Hormônios

Por Fabiana Santos Gonçalves
Hormônios são substâncias químicas específicas de ação sistêmica que são produzidas por células especializadas, são lançadas na circulação e vão produzir efeitos específicos (indução ou inibição) em um órgão específico do corpo.

A origem da palavra hormônio é grega, HORMAO, que significa estímulo, movimento. Foram os fisiologistas Ernest Starling e William Bayliss, ambos britânicos, que identificaram as substâncias denominadas hormônios, em 1902.

Os hormônios são produzidos pelo próprio organismo, em glândulas ou tecidos especializados, e são derivados de proteínas, lipídios, glicídios, etc. eles regulam o crescimento, funções de vários tecidos, funções do sistema reprodutor, desenvolvimento, metabolismo de forma lenta, porém mantêm-se por mais tempo que os impulsos nervosos.

Características químicas

Os hormônios são derivados de três classes de substâncias químicas. A maioria é constituída por proteínas ou peptídeos e podem ter grupos de carboidratos associados. Possuem capacidade de formar antígenos. Hormônio de crescimento, tirotrofina, hormônio folículo estimulante, prolactina, insulina, glucagon e gastrina são exemplos desses hormônios. São produzidos normalmente na hipófise, pâncreas, ovários, tireóide, paratireóide, rins, estômago e duodeno.

Em segundo lugar está o grupo de hormônios produzidos a partir do colesterol e são modificados por uma série de reações até se converterem em esteróides adrenocorticais e gonadais. São secretados pelas glândulas supra-renais, testículos e ovários.

O terceiro e menor grupo é de hormônios derivados dos aminoácidos triptofano e tirosina, que são convertidos em serotonina, melatonina, catecolaminas e hormônios da tireóide.

Propriedades fisiológicas dos hormônios

Nas glândulas endócrinas, os hormônios são produzidos em pequenas quantidades e são secretados na corrente sanguínea. A taxa de secreção varia com a necessidade do organismo. Quando encontram os tecidos-alvos começam as alterações químicas, mas para isso precisam ser reconhecidos pelas proteínas receptoras da membrana da célula ou no citoplasma.

O efeito dos hormônios nos tecidos depende da quantidade do hormônio e a capacidade de resposta do tecido. Eles desencadeiam e iniciam reações bioquímicas e seus efeitos podem permanecer mesmo após os níveis destes hormônios terem diminuído na circulação.

As células respondem às diferentes concentrações dos hormônios, na tentativa de manter uma estabilidade aumentando ou diminuindo o número de receptores.

Alguns hormônios possuem vários efeitos, enquanto outros têm função específica. A insulina, por exemplo, além de alterar a permeabilidade da célula à glicose, também aumenta no músculo, a biossíntese de proteínas.

Outros hormônios não são lançados na corrente sanguínea, pois são enviados diretamente ao tecido alvo, como é o caso do hipotálamo, que manda os hormônios produzidos para sua glândula vizinha, a hipófise.

Função dos hormônios

Os hormônios atuam nas células e o efeito é resultado das respostas celulares.

Possuem função reguladora ou homeostática, integram os diversos sistemas do organismo, desenvolvimento, reprodução e crescimento de órgãos do corpo e ajudam outros hormônios em sua funções, além de alterar a permeabilidade celular, eles podem alterar a atividade de enzimas e liberação de outros hormônios.

Fontes
Endocrinologia. I. Lipner, Harry. – São Paulo: Edgard Blücher, Ed. Da Universidade de São Paulo.