A Queda de Constantinopla

Por Alex Federle do Nascimento
A cidade de Constantinopla (hoje Istambul) estava localizada entre as principais rotas comerciais ligando a Ásia à Europa (o principal porto que ligava o Mar Mediterrâneo ao Negro ficava naquela região). Uma vez que, devido a sua localização, Constantinopla acabou tornando-se o local ideal para as crises militares. Constantino (o imperador), após assumir o império transferiu o Império Romano para uma colônia grega de Bizâncio devido a invasões bárbaras, surgindo então a cidade. Quando Constantino assumiu o trono dando continuidade as idéias de seu pai, acabou atraindo para si, a desconfiança por parte do Sultão Mura II e da Igreja, porém isso nada lhe significou. Porém, apenas com Teodósio é que o Império Romano se dividiu, ficando uma sede ao Oriente (sendo Constantinopla sua capital) e a outra sede ao Ocidente (Milão era a capital).

Tendo ocorrido a divisão entre a Igreja Católica e a Ortodoxa, a cidade de Constantinopla acabou se mantendo distante das povos ocidentais. Isso fez com que os turcos se prepararem. O imperador João VIII solicitou um concílio na Itália, onde se resolveu o problema entre as duas igrejas. Assim, em abril do ano de 1453 a cidade foi oficialmente bloqueada pelos turcos, disparando o canhão voltado para o Vale do Rio Lico, a Muralha continuou intacta aos primeiros ataques, no entanto, em menos de uma semana sua fortaleza começou a ceder. Inicialmente os bizantinos venceram as primeiras batalhas, porém por volta do dia 20 do mesmo mês foram avistados navios enviados pelo Papa e navio o grego (chegando com êxito). E assim, seguiu diversos ataques até que ocorreu o último deles ao dia 28 de maio, o ataque foi ordenado por Maomé II.

Durante o ataque um grande canhão abriu uma ferida na muralha, local onde os turcos centralizaram o ataque. Constantino pensou em contornar a situação (tentando o conserto da muralha), cometendo um grande erro. Pois, a medida que se preocupava com os ataques no Lico, deixou o portão do noroeste da muralha semi-aberta. Nesse momento alguns otomanos invadiram o espaço entre as muralhas. Assim, em pleno combate, teve-se a decadência final de Constantinopla, pois o imperador Constantino XI lançou-se ao combate e nunca mais foi visto.

Consequências

Cronistas que viviam na época não acreditavam na derrubada da muralha pelos turcos, iniciando várias conversas de uma nova cruzada para liberar Constantinopla, porém nenhum país poderia no momento ceder tropas.

O comércio existente entre a Ásia e a Europa começa a entrar em um período de declínio. Com isso, os europeus realizaram projetos de rotas comerciais, surgindo assim, o período das Grandes Navegações.

BIBLIOGRAFIA:

ARRUDA, José  Jobson de Andrade. O Império Bizantino. In: História Antiga e Medieval. 2 ed. São Paulo, Ática, 1977, p. 295-296.

BORGES, Lucio Machado. A Queda de Constantinopla e o Mediterrâneo Bizantino. Disponível em: http://contextopolitico.blogspot.com/2009/06/queda-de-constantinopla-e-o.html, Acesso em: 04/03/2010.