Festa do Sacrifício

A Festa do Sacrifício, também conhecida como Grande Festa, ocorre durante o Hajj (peregrinação à Meca) e é considerada uma das festas mais tradicionais da cultura muçulmana. Sua comemoração se dá a partir do 10º dia referente ao mês Dhu al-Hijjah, que finda o Calendário islâmico (Dhul Hijjah). Com duração de 4 dias, a festa é comemorada pelo povo muçulmano em várias regiões do mundo, pois é uma homenagem ao sacrifício de Ismael, filho do profeta Ibrahim, seguindo a vontade de Alá.

A Grande Festa é realizada após os 70 dias do Ramadã, interligando-se ao Hajj e ao Eid al–Fitr, celebração muçulmana que marca o fim do jejum do Ramadã. Durante o Eid al-Adha (que nada mais é do que a celebração do sacrifício), troca-se presentes e um animal é sacrificado numa aldeia de nome Mina, localizada entre a Meca e Arafat. Depois, familiares dividem a carne entre si e com alguns pobres. A regra obrigatória é que o animal a ser sacrificado seja macho, saudável e esteja da idade adulta. Nesta festa também podem participar os fiéis que não estão peregrinando.

O origem da festa é explicada por um sonho de Ibrahim, em que o profeta oferece a morte de seu filho Ismael como sacrifício para Deus. Ele revela o que sonhou ao filho, que indica ao pai que cumpra a vontade de Deus. Com o consentimento de Ismael, Ibrahim dirige-se  com o filho até o Monte Arafate. Porém, no caminho, o Satanás (Shaytan) tenta Ibrahim, dizendo para que não siga a vontade de Deus. Mas ele ignora a tentação, coloca uma venda nos olhos e corta a garganta do filho. Quando Ibrahim retira a venda, é presenteado por um cordeiro providenciado por Deus por ter provado sua fé. De acordo com a tradição dos muçulmanos, na época do sacrifício, Ismael estava na casa dos 13 anos e Ibrahim tinha 99.

A Festa do Sacrifício pode chegar a até quatro dias de duração, mas isso ocorre somente em países árabes. No Brasil, a Grande Festa dura apenas um dia. Nas nações árabes, mulheres e homens vestem suas melhores roupas para o primeiro dia da celebração. Depois disso, realizam a oração (salat) em grupo. No caso de muçulmanos que não podem realizar o abate do animal, como, por exemplo, grande parte dos que residem no Brasil, a opção escolhida para substituir o ritual de sacrifício é distribuir carne como doação para seus familiares, vizinhos, amigos e pobres. Nessa ocasião, visita-se familiares e amigos aos quais falta-se com a atenção durante o ano.

Fontes:
http://www.ossario.com/islamismo_festas.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_do_Sacrifício
http://www.paperini.net/os_rituais.htm
https://amulhereoislam.wordpress.com/tag/eid-al-adha/

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