Antropozoomorfismo

Antropozoomorfismo é a característica atribuída a figuras ou representações de possuírem ao mesmo tempo características humana e animal. Encontramos exemplos de concepção de antropozoomorfismo entre as mais importantes obras humanas, como por exemplo, a esfinge de Gizé. É a antiga religião politeísta egípcia, aliás, prolífica em exemplos os mais antigos do cultivo do antropozoomorfismo, como Anúbis, o deus com corpo humano e cabeça de chacal, ou então Hórus com corpo humano e cabeça de falcão, ou mesmo Toth com corpo humano e cabeça de Íbis, entre outros.

A partir deste simples exemplo fica patente que, desde tempos muito remotos, o ser humano se depara com pensamento de que seu corpo é obsoleto comparado ao meio do qual veio, a natureza. Há vestígios em inúmeras outras culturas da busca incessante do homem em idealizar um corpo diferente, a partir da concepção dos seres antropozoomórficos, metade homem e metade animal, com habilidades extremamente superiores às dos humanos. A esses seres, muitas vezes, era dado o papel de monstro, responsável pela destruição de civilizações, como era o caso do minotauro. Por outro lado, para os egípcios e astecas, os seres metade homem metade animal eram vistos como divindades, donos de atributos especiais resultantes da fusão de ambos os mundos.

O fato de não poder controlar ou superar algo que a principio julga inferior, como o corpo que possui, fez com que a humanidade valorizasse as capacidades físicas de diferentes animais . Em várias culturas antigas, os deuses adquiriam aparência animal devido à crença de que portavam os melhores atributos físicos e mentais que o homem podia almejar. Atualmente, a noção de corpo obsoleto ainda se mantém, ressurgindo constantemente. Vemos exemplos nas histórias em quadrinhos, especialmente nos mangás japoneses, além dos filmes, dos RPG’s, da poesia, da música, etc.

Bibliografia:
JÚLIA Maria; OLIVEIRA, Felipe; HENRIQUE, Luis. Antropozoomorfismo e Hibridismo. Disponível em: < http://stelarcmb3.blogspot.com.br/2009/03/antropozoomorfismo-e-hibridismo.html>. Acesso: 23/01/13.

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