Fadas

Por Ana Lucia Santana
As fadas são seres encantados, mágicos, que povoam a infância de cada ser. Elas nasceram na mitologia céltica, dos anglo-saxões, germânicos e nórdicos. Mas a crença nestas criaturas míticas se disseminou no Ocidente com a criação dos contos de fadas pelos Irmãos Grimm e por Hans Christian Andersen, os mais famosos compiladores destas histórias impregnadas de magia e luz.

Elas se tornaram populares também como as companheiras dos elfos, consagrados principalmente pela literatura de J.R.R. Tolkien, o criador do célebre O Senhor dos Anéis. Elas geralmente são descritas como seres diáfanos, com asas de borboletas emergindo das costas, portando sempre uma varinha de condão, com a qual realizam seus encantamentos, e trajando vestidos flutuantes e belos. Conforme a obra que protagonizam, elas são representadas como uma mulher de altura normal, como a do clássico Cinderela, ou reduzida, como a inesquecível Sininho, do famoso Peter Pan.

Estes seres pertencentes ao universo da fantasia geralmente aparecem nos momentos de perigo, protegendo os homens ou intervindo para impedir que eles sejam vítimas de males irremediáveis ou de feitiços produzidos por criaturas malévolas. As fadas são quase sempre assessoras de heróis ou heroínas.

Elas aparecem e desaparecem inesperadamente, pois sua condição comum é a invisibilidade. Nos momentos considerados mais apropriados por estas habitantes do mundo oculto, normalmente nas adversidades afetivas, nas aventuras repentinas ou na luta contra as bruxas, elas surgem nos seus recantos prediletos, como bosques, florestas, hortas, quintais, jardins, ruas povoadas de árvores e flores, praças decoradas com fontes de água.

No interior das residências elas optam pelas cozinhas e pelos refúgios próximos a um sofá confortável. Elas são quase sempre magras, pois não comem muito, limitando-se a ingerir um pouco de arroz, couve-flor e salada de alface. Na sobremesa elas preferem um bom pedaço de pudim de leite ou de bolo de chocolate. Também gostam muito de manjar branco e algodão-doce. Mas não se deve oferecer a elas pimenta-do-reino, cebola, nem muito sal.

De acordo com o pesquisador Gilberto Schoereder, a expressão ‘fada’ provém da palavra latina fatum, que tem a conotação de ‘fado, destino’, que indica a crença no poder destas criaturas de interferir magicamente no destino de cada ser. Estudiosos de fenômenos paranormais e próprios da Parapsicologia afirmam, com base em diversos relatos, que elas sobrevivem em nosso mundo, às vezes percebidas pelo dom da clarividência. Elas habitariam uma esfera considerada invisível, junto a outros espíritos da Natureza, conhecidos como elementais principalmente pelos adeptos da Teosofia.

A presença das fadas na cultura popular também é muito comum. As mais célebres são Lorelei, alemã de cabelos louros muito compridos, que como as sereias atrai os homens, com o objetivo de levá-los para o fundo das águas; Melusina, mulher-serpente que é flagrada por seu marido na sua forma mágica e então foge de seu amado; Morgana, protetora do Rei Artur no reino de Avalon; Viviane, amante do mago Merlin.