Epilepsia

Por Ana Lucia Santana
A epilepsia é provocada por uma mutação transitória no mecanismo cerebral, durante a qual os neurônios apresentam, em alguns momentos, uma performance considerada anormal. Este quadro só é assim definido se não for desencadeado por febres altas, uso de drogas ou conturbações do metabolismo humano.

Os traços não corretos emitidos pelos neurônios podem se limitar a uma única fração do cérebro ou se disseminar por toda a região cerebral. No primeiro caso, o ataque crítico é apenas parcial; quando, porém, as duas metades do cérebro são atingidas, a crise é considerada generalizada. Daí se explica que alguns pacientes apresentem sinais mais ou menos explícitos desta enfermidade. Mas, independente da extensão do surto, a seriedade do distúrbio é igualmente significativa.

Sintomas e Diagnóstico

Esta perturbação provoca singulares impressões sensoriais, comoções e atitudes. Normalmente o enfermo exibe sintomas convulsivos, contrações musculares involuntárias e desmaios. Mas deve ficar claro que convulsão e epilepsia não são a mesma coisa; a pessoa é considerada epilética apenas depois de várias crises. O diagnóstico desta doença é realizado através do Eletroencefalograma e da tomografia.

O paciente que mostra sinais de desligamento momentâneo, voltando logo em seguida normalmente as suas atividades, foi vítima tão somente de uma crise de ausência. Já no surto parcial o enfermo vivencia impressões incomuns, como alterações perceptivas ou falta de controle de alguma parte do organismo; ele pode também apresentar crises súbitas de medo, aflição no estômago, e também visualizar ou ouvir algo de forma diversa.

Se, além de tudo, ele desmaiar, tem-se então uma crise parcial complexa. Ao despertar o enfermo fica meio perdido e tem algumas ausências de memória. Nos ataques conhecidos como tônico-clônicos, a pessoa, ao perder a consciência, cai rapidamente no solo com o corpo inflexível; segue-se um tremor e uma contração das partes extremas do organismo. Há também diversas outras modalidades de surtos. O mais crítico é quando o paciente fica mais de 30 minutos desacordado, pois as funções do cérebro podem ficar comprometidas.

Causas

Constam como causas da epilepsia todos os elementos que conturbem o mecanismo tradicional do funcionamento neurológico, incluindo enfermidades, lesão do cérebro e crescimento cerebral anômalo. Também integram esta lista as irregularidades no fluxo elétrico do cérebro, as perturbações dos neurotransmissores ou uma mistura de ambos.

Tratamentos

É fundamental que o epilético inicie o mais rápido possível seu tratamento, após o diagnóstico da doença. Pelo menos 80% dos pacientes que tiveram a enfermidade confirmada podem ter seu quadro sob controle com o uso de remédios avançados e de cirurgias modernas. As substâncias utilizadas contra a epilepsia têm se revelado muito eficientes e os efeitos colaterais são cada vez mais reduzidos.

Algumas pessoas, mesmo sem o uso de medicamentos, conseguem passar anos sem apresentar ataques, o que é normalmente considerado pelos médicos como um quadro de cura. Independente disso, vários epiléticos vivenciam uma rotina normal, produzem como os outros, e às vezes ultrapassam seus colegas em termos de performance profissional.

Leia mais:

Fontes:
http://www.epilepsia.org.br/epi2002/show_tema.asp?tema=1
http://www.epilepsia.org.br/epi2002/show_tema.asp?tema=2
http://www.epilepsia.org.br/epi2002/show_tema.asp?tema=5
http://www.copacabanarunners.net/epilepsia.html

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