Maoris

Por Ana Lucia Santana
Os maoris habitam um país fascinante e há pouco tempo revelado e colonizado, a Nova Zelândia, localizada na Oceania, também conhecida, segundo alguns estudiosos, como continente australiano. Esta região é composta de ilhas – Ilha do Norte, Ilha do Sul e as menores -, situadas no sudoeste do Oceano Pacífico.

No idioma deste povo, o Reo Māori, maori tem o sentido de ‘normal’, ‘ordinário’, na tentativa de discernir os meros mortais de deuses e espíritos, de acordo com os mitos destes nativos. Esta população é composta por pessoas cordiais e excitantes. Elas têm voz potente, um riso intenso e se distinguem pelo uso de tatuagens na face, que são conhecidas como ‘moko’. A famosa cantora de ópera Kiri Te Kanawa é a mais célebre descendente dos maoris.

Os maoris não eram assim chamados pelos primeiros emissários da Europa a chegarem ao território neozelandês; apenas entre si eles preservavam esta identidade. Somente em 1947 o Departamento de Relações Nativas foi rebatizado como Departamento de Relações Maoris, oficializando assim sua verdadeira origem.

Não se sabe ao certo, até hoje, como os maoris chegaram à Nova Zelândia. Indícios arqueológicos, linguísticos e antropológicos revelam que seus ancestrais podem ter partido do leste polinésio até seu novo destino, as terras neozelandesas, atravessando o Oceano Pacífico por meio de canoas.

Estas terras foram as últimas do Planeta a receber os povos europeus, o que ocorreu há bem pouco tempo, em meados do século XVII. Seus primeiros visitantes foram os viajantes Abel Tasman, que aí aportou em 1642, e James Cook, o qual desembarcou nesta região em 1769. Em suas descrições deste povo, eles se referem a tribos cruéis e altivas, constantemente em conflito, sempre prontas a escravizar ou a devorar os derrotados.

Já em 1830 havia uma grande quantidade de imigrantes europeus neste território, atingindo a cifra de 2000 habitantes. Alguns eram escravizados pela população local, enquanto outros chegavam a conquistar posições como a de orientadores de elite, e alguns estrangeiros assumiam a identidade maori.

Com este contato algumas tribos adquiriram armas, dando início a um conflito longo e sangrento conhecido como Guerra dos Mosquetes, período no qual muitas comunidades se extinguiram e outras deixaram suas terras. Enfermidades herdadas dos europeus também eliminaram muitos maoris. Este contexto só teve fim com a decisiva intervenção do governo inglês.

Os maoris cultivam a tradicional arte da tatuagem, sendo a facial a que mais provoca admiração. Segundo a tradição deste povo, quanto mais ilustre for o membro da comunidade, mais espaço de seu rosto é impresso com os sinais tatuados. Estas marcas, portanto, atuam como índices de status social.

Nos momentos de intensa guerra o maior objeto do desejo eram as cabeças decapitadas dos adversários, repletas de tatuagens, itens de coleção dos europeus excêntricos. Esta mórbida ambição deu origem a um estranho tráfico de cabeças, intercambiadas pelos próprios maoris por armas de fogo.

Atualmente o povo maori totaliza 15% dos habitantes da Nova Zelândia, mas continua exercendo um fascínio incomum sobre os turistas que percorrem as ilhas do Pacífico. A maior parte deles reside na Ilha Norte e apenas um quarto domina o idioma original. Em apenas alguns recantos maoris sua cultura é resguardada. A maioria deles pratica o ecoturismo, guiando turistas pelas florestas deste país.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Zelândia
http://vidaeestilo.terra.com.br/turismo/interna/0,,OI3983619-EI14061,00-Conheca+os+maoris+a+populacao+aborigene+da+Nova+Zelandia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maori
http://www.mundovestibular.com.br/articles/228/1/CONTINENTES-E-OCEANOS-/Paacutegina1.html