Sardinha

Por Thais Pacievitch
Pertencentes a família Clupeidae, as sardinhas são peixes pequenos – medem até 25 cm de comprimento – de coloração prateada, escamosos e pelágicos, ou seja, vivem no mar, em águas rasas, em grandes cardumes.

O nome “sardinha” faz referência ao local de origem desses peixes que nadaram milhares de quilômetros e disseminaram-se pelos mares do mundo. As sardinhas são originalmente da região da Sardenha, ilha localizada no Mar Mediterrâneo.

Por toda a costa brasileira, são encontradas sardinhas da família Sardinella brasiliensis. Esses peixes vivem em grandes cardumes de formação compacta. O plâncton é o principal alimento das sardinhas, sendo que inicialmente alimentam-se apenas de fitoplâncton, e somente na fase adulta ingerem zooplâncton (microorganismos).

Na época de reprodução, os cardumes ficam mais dispersos. As sardinhas fêmeas chegam a por 60.000 ovos pequenos e arredondados. Preferem desovar próximo a costa, onde a temperatura da água é maior, retornando depois para o alto mar. A pesca da sardinha é proibida durante a fase de reprodução. É o período do defeso. Além do homem, os predadores das sardinhas são os peixes (carnívoros) maiores e as aves marinhas. Uma sardinha pode viver até 7 anos.

A pesca da sardinha tem três destinos: industrialização (produção de enlatados); comercialização in natura, ou seja, da sardinha fresca, ou para a produção de farinha de peixe. Nas regiões Sul e Sudeste a sardinha tem mais importância comercial do que nas demais regiões do país. O preço das sardinhas é popular, tanto das comercializadas frescas quanto das enlatadas.

As propriedades nutritivas da sardinha são enormes, mas ainda pouco conhecidas pela maioria da população. Esses peixes são ricos em diversas substâncias, das quais se destaca o ácido graxo ômega-3, encontrado também no salmão, peixe que vive em águas geladas, não encontrado no Brasil.

Existem várias formas de preparar as sardinhas. Em Portugal, sardinha assada é um prato típico muito apreciado. O consumo de sardinha fresca é muito mais saudável do que o consumo de sardinha enlatada.

Referências

TOLEDO, Adriana. Sardinha: a mais popular fonte de ômega 3. Disponível em: http://saude.abril.com.br/edicoes/0303/nutricao/conteudo_352137.shtml Acesso em 08 dez. 2010.

SARDINHA. Disponível em: http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/sardinha.htm Acesso em 08 dez. 2010.

SARDINHA. Disponível em: http://www.vivaterra.org.br/peixes_salgada_6.htm Acesso em 08 dez. 2010.