Engenharia Ambiental

Por Paula Perin dos Santos
A profissão está em alta no mercado, e isso se deve à consciência ecológica e à preocupação intensa do mundo inteiro com o meio ambiente. O perfil de um engenheiro ambiental é: apaixonado pelo meio ambiente, criativo e habilidoso em resolver problemas, tem afinidade com tecnologia e gosta de trabalhar em equipe. É função dele “analisar os impactos do desenvolvimento econômico e da ação do homem sobre o meio ambiente e os ecossistemas” (Daher, 2007: 48), apresentando meios alternativos que não explorem de maneira predatória os recursos naturais.

Diante da exigência do cumprimento das leis ambientais, que se tornaram mais rigorosas no mundo inteiro, tanto as empresas públicas como as privadas “passaram a cumprir normas específicas para evitar a degradação ambiental”, afirma Daher, do Jornal O Globo. Desta forma, “um leque de oportunidades se abre para o engenheiro que é especialista em meio ambiente”, diz.

Segundo ela, são estes alguns dos campos em que engenheiro ambiental pode atuar:

1. Estudos de impacto ambiental;
2. Licenciamento ambiental de atividades poluidoras;
3. Controle e reutilização de resíduos;
4. Controle da poluição ambiental;
5. Gerenciamento de riscos de atividades produtivas;
6. Monitoramento da qualidade dos recursos naturais.

Geralmente, os profissionais desta área coordenam equipes formadas por outros profissionais, como oceanógrafos, geólogos e geógrafos. O engenheiro ambiental não domina todos os aspectos de um empreendimento, mas é capaz de coordenar e administras uma equipe “multidisciplinar envolvida em todo o processo”.

O curso dura, em média, cinco anos, envolvendo as específicas como biologia, ecologia e poluição ambiental e as disciplinas básicas da engenharia, como matemática e física. Na maioria das faculdades, o estágio é obrigatório e supervisionado.

MERCADO DE TRABALHO

O engenheiro ambiental pode trabalhar, de acordo com Daher, “no IBAMA, em ONGs, agências reguladoras; em organizações que precisem de avaliação ambiental para suas atividades como termoelétricas, mineradoras e siderúrgicas; em consultorias e também em instituições de Ensino Superior e pesquisa”.

A dica de quem já trabalha na área é “estar em constante atualização, pois o campo é novo, está se desenvolvendo muito rapidamente, e o profissional deve estar preparado para abraçar as novas oportunidades”. Para isso, é muito importante a fluência no inglês e bom conhecimento de direito ambiental. Cursos de especialização e treinamento nas empresas são fundamentais para que este profissional se atualize.

Esta carreira foi apontada como a mais “promissora” da década pela revista Fortune¸em 2005 (2007:49). Como os cursos voltados a este ramo ainda são poucos, por se tratar de uma área relativamente nova, existem poucos profissionais no mercado. A Região Sudeste concentra as melhores oportunidades, assim como em locais de concentração de indústrias. Os salários de um recém-formado giram em torno de R$2.500 a R$3.000, com uma carga horária de 40 h semanais, podendo variar de acordo com a função ou o cargo.

Fontes
DAHER, Valquíria. Guia Megazine de Profissões. Rio de Janeiro, Ediouro, O Globo, 2007, p. 48-9.