Por Paula Perin dos Santos |
Diante da exigência do cumprimento das leis ambientais, que se tornaram mais rigorosas no mundo inteiro, tanto as empresas públicas como as privadas “passaram a cumprir normas específicas para evitar a degradação ambiental”, afirma Daher, do Jornal O Globo. Desta forma, “um leque de oportunidades se abre para o engenheiro que é especialista em meio ambiente”, diz.
Segundo ela, são estes alguns dos campos em que engenheiro ambiental pode atuar:
1. Estudos de impacto ambiental;
2. Licenciamento ambiental de atividades poluidoras;
3. Controle e reutilização de resíduos;
4. Controle da poluição ambiental;
5. Gerenciamento de riscos de atividades produtivas;
6. Monitoramento da qualidade dos recursos naturais.
Geralmente, os profissionais desta área coordenam equipes formadas por outros profissionais, como oceanógrafos, geólogos e geógrafos. O engenheiro ambiental não domina todos os aspectos de um empreendimento, mas é capaz de coordenar e administras uma equipe “multidisciplinar envolvida em todo o processo”.
O curso dura, em média, cinco anos, envolvendo as específicas como biologia, ecologia e poluição ambiental e as disciplinas básicas da engenharia, como matemática e física. Na maioria das faculdades, o estágio é obrigatório e supervisionado.
MERCADO DE TRABALHO
O engenheiro ambiental pode trabalhar, de acordo com Daher, “no IBAMA, em ONGs, agências reguladoras; em organizações que precisem de avaliação ambiental para suas atividades como termoelétricas, mineradoras e siderúrgicas; em consultorias e também em instituições de Ensino Superior e pesquisa”.
A dica de quem já trabalha na área é “estar em constante atualização, pois o campo é novo, está se desenvolvendo muito rapidamente, e o profissional deve estar preparado para abraçar as novas oportunidades”. Para isso, é muito importante a fluência no inglês e bom conhecimento de direito ambiental. Cursos de especialização e treinamento nas empresas são fundamentais para que este profissional se atualize.
Esta carreira foi apontada como a mais “promissora” da década pela revista Fortune¸em 2005 (2007:49). Como os cursos voltados a este ramo ainda são poucos, por se tratar de uma área relativamente nova, existem poucos profissionais no mercado. A Região Sudeste concentra as melhores oportunidades, assim como em locais de concentração de indústrias. Os salários de um recém-formado giram em torno de R$2.500 a R$3.000, com uma carga horária de 40 h semanais, podendo variar de acordo com a função ou o cargo.
Fontes
DAHER, Valquíria. Guia Megazine de Profissões. Rio de Janeiro, Ediouro, O Globo, 2007, p. 48-9.
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