Oceanógrafo

Por Paula Perin dos Santos
A Oceanografia ainda é desconhecida por muitas pessoas, mas esta profissão vem ganhando destaque no cenário nacional por ser o oceanógrafo o responsável por conhecer, explorar e proteger os recursos dos mares territoriais.

Foto: Michael Baynes / Shutterstock.com

Foto: Michael Baynes / Shutterstock.com

Segundo Daher, “a oceanografia dedica-se ao estudo dos oceanos e das zonas costeiras, dos processos que ocorrem nestes ambientes”, bem como dos “organismos vivos e dos recursos não-vivos que neles se encontram”. É papel do oceanógrafo interpretar e prever o que acontece nos oceanos, por meio de conhecimentos físicos, químicos, biológicos e geológicos.

O oceanógrafo atua precisamente nos meios marinhos e costeiros, nas seguintes atribuições, de acordo com Zaher:

  • Preservação, conservação e monitoramento;
  • Atuação em obras, instalações, estruturas e quaisquer outros empreendimentos.
  • Desenvolvimento e aplicação de métodos e técnicas de exploração e explotação, de uma maneira ecologicamente viável.
  • Emissão e assinatura de laudos técnicos e pareceres que viabilizem métodos e técnicas de gestão que não agridam a vida marinha.

O oceanógrafo pode trabalhar em empresas estatais ou órgãos públicos ligados ao controle e à fiscalização ambiental; com exploração de óleo e gás; indústrias de pesca, químicas, de mineração; em universidades e instituições de pesquisa; em empresas de consultorias.

Esta área é ideal para quem se preocupa com a preservação do meio ambiente, tem espírito empreendedor, visão crítica e determinação para enfrentar problemas e imprevistos. O domínio da língua inglesa é essencial, como nas outras engenharias. O curso dura, em média, cinco anos e envolve disciplinas básicas como geologia, biologia, física, química e estatística nos primeiros dois anos de curso. No restante dele, a ênfase é nas áreas geológica, biológica, química e física, específicas da oceanografia.

Durante o curso, o contato com a vida marinha é constante. Na UERJ, por exemplo, o universitário tem de cursar 180 h de atividades práticas no mar, em embarcações de instituições que têm convênio com a universidade. Além de gostar da natureza, é fundamental que o estudante tenha interesse e aptidão para disciplinas como biologia, física e química, que são essenciais para sua formação, assim como para Hidrografia, Astronomia e Meteorologia, que também fazem parte da grade curricular.

MERCADO DE TRABALHO
Valquíria Daher, do jornal O Globo, destaca que este ramo está em expansão, e é uma das profissões em alta no momento. Ela oferece oportunidades tanto no setor privado como no público: no setor de alimentos de origem marinha, na exploração de recursos pesqueiros, nos estudos de impacto ambiental, especialmente nas áreas ligadas ao petróleo e gás, também na preservação e conservação da biodiversidade.

O salário de um oceanógrafo gira em torno dos R$2 mil, mas pode aumentar se o trabalho estiver relacionado à indústria de petróleo e gás, mercado em expansão principalmente no Rio de Janeiro. A carga horária é de 8 a 10 h diárias, exercidas em escritório ou em campo. É ideal que o oceanógrafo se especialize numa área, já que o curso em si é muito amplo.

Fontes
DAHER, Valquíria. Guia Megazine de Profissões. Rio de Janeiro, Ediouro, O Globo, 2007, p. 116-7.