Alotropia

Por Lucas Martins
Na química, a palavra alotropia pode significar "maneira diferente" (o termo foi criado por Jöns Jacob Berzelius), e designa a capacidade de um elemento químico formar duas ou mais substâncias simples diferentes.

Por exemplo, o elemento químico Oxigênio. Pode-se organizar vários átomos de Oxigênio ( O ) para formar substâncias diferentes. O2 é o gás oxigênio, que os animais utilizam na respiração celular e também para queima (combustão), e também existe o O3, que é o chamado gás ozônio, que protege a terra dos raios ultra-violeta provenientes do Sol.

O fósforo possui diversas variedades alotrópicas, como o fósforo branco (P4) e o fósforo vermelho (P4)n .

Outro exemplo é o do Carbono (C) . Seus átomos podem se encontrar em várias formas diferentes, tendo assim, várias substâncias diferentes.

O diamante e o grafite são substâncias simples formadas apenas por carbono. A grande diferença entre eles é a maneira como os átomos ficam organizados nas moléculas. O grafite representa a forma mais estável do carbono, já o diamante, só é conseguido com pressões e temperaturas altíssimas. É até possível transformar grafite em diamante em laboratório, mas os gastos seriam muito maiores que os lucros obtidos com o diamante criado.

Então, dizemos que o grafite e o diamante são formas alotrópicas do mesmo elemento químico (carbono).

Na imagem abaixo podemos ver a estrutura atômica do grafite e diamante, respectivamente: