Gás natural veicular (GNV)

Graduação em Química (Faculdades Anhanguera, 2016)

O Gás Natural Veicular (GNV) é um combustível de origem fóssil, extraído diretamente das jazidas de petróleo, podendo estar ou não associado ao petróleo, encontrado no estado físico gasoso na natureza. Possui todas as propriedades necessárias para o bom desempenho em veículos automotores e é uma opção de combustível mais limpo pois sua combustão não emite óxidos de enxofre e chumbo, além de possuir menor preço de comercialização.

Propriedades

Sua composição típica é de hidrocarbonetos, dos quais o principal componente é o metano (CH4), cerca de 88%, etano, cerca de 9%, propano, cerca de 1% e de frações pesadas provenientes da extração, cerca de 2%. Possui poder calorífico de 9.500 Kcal/m3 e densidade relativa ao ar de 0,623. O gás natural é inodoro e menos denso que o ar atmosférico, porém, após passar por beneficiamento, ele recebe a odorização, visando identificação de vazamentos, reduzindo assim o risco de explosões e acidentes.

O gás natural veicular produz uma queima mais limpa, e proporciona menor desgaste do motor, além de possuir carburação mais simples e permitir a partida a frio com maior facilidade se comparado ao etanol.

Breve histórico

Em 1996, o uso do GNV foi liberado após passar por tramites de padronização dos kits de conversão de veículos leves pelo INMETRO, e teve um ápice de conversões de veículos no ano de 2002, cerca de 740 mil veículos no Brasil foram convertidos para utilizar o GNV como combustível. Preocupados com o meio ambiente, em 2002, o IBAMA juntamente com o CONAMA emitiram as resoluções n° 291 (04/2002) que está ligada a emissão do Certificado Ambiental para uso de GNV em veículos automotores e n° 315 (10/2002) que detalha as novas etapas do Programa de Emissões Veiculares. Em 2006, a frota brasileira de veículos movidos a GNV era de 1,2 milhões de veículos, a segunda maior frota do mundo. Este crescimento brusco se deu devido à fatores principalmente econômicos relacionados ao aumento do preço do petróleo e incentivos fiscais nas licenças para conversão dos veículos com a utilização dos Kit Gás.

Sistemas de GNV em veículos Leves

  • Sistema OBD (On Board Diagnosis): Trata-se de um sistema eletrônico que é instalado nos veículos contendo sensores e um software que fica conectado ao módulo eletrônico do veículo visando diagnosticar falhas no sistema do kit gás do veículo.
  • Veículos GNV direto da montadora: O veículo já sai da montadora com motor e chassis preparados para o uso de GNV, e a conversão e instalação dos kits gás é feita em concessionárias autorizadas.
  • Veículos Tri e Tetra – Fuel: São veículos equipados com tecnologia multi -combustíveis controlado por sistema eletrônico que regula o tipo de combustível de acordo com a necessidade de maior ou menor potência do motor. Em casos onde há necessidade de maior desempenho por parte do motor, o sistema de um veículo que está rodando à GNV injeta automaticamente gasolina, por exemplo.

O avanço tecnológico envolvendo os tipos de combustíveis disponíveis no mercado e as novas tecnologias automotivas podem acarretar em mudanças nas configurações dos kits veiculares de primeira e segunda gerações disponíveis atualmente, que são compostos por: Válvula de cilindro, cilindro de armazenamento, chave comutadora, tubulações de gás de alta pressão, válvula de abastecimento, manômetro, regulador de pressão e mesclador. Os kits de primeira e segundas gerações não atendem aos limites de emissões de poluentes regulamentados atualmente, já os kits de terceira, quarta e quinta gerações atendem ao PROCONVE fases 3 e 4. A conversão de veículos através do Kit Gás não altera a utilização do combustível original, apenas agrega mais uma opção de combustível para abastecimento de veículos automotores.

Referências bibliográficas:

http://sites.petrobras.com.br/minisite/premiotecnologia/pdf/TecnologiaGas_GasNatural_Motores.pdf

http://www.editorarealize.com.br/revistas/conepetro/trabalhos/Modalidade_1datahora_30_03_2015_10_48_28_idinscrito_325_583a11bfefff983509000eba4b806c0f.pdf

http://www2.aneel.gov.br/arquivos/PDF/atlas_par3_cap6.pdf

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/13850/energia2%20%281%29.pdf?sequence=1&isAllowed=y

http://www.iee.usp.br/sites/default/files/PETRO%20E%20Gu00C1S%20Mu00D3DULO%20I%20IEE%20Fev%202015.pdf

http://abrace.org.br/wp-content/uploads/2015/12/cartilha_gas.pdf

http://www.spq.pt/magazines/BSPQ/573/article/3000571/pdf

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