Sião

Mestrado em História (UFJF, 2013)
Graduação em História (UFJF, 2010)

Sião era uma fortaleza próxima de Jerusalém que foi conquistada por David.

Originalmente chamado em hebraico de Tzion, Sião significa cume. O nome designava uma fortaleza que era encontrada em uma colina na região a sudeste de Jerusalém de propriedade dos jubuseus. O monte se tornou famoso e repercutiu na história da humanidade ao integrar os textos da bíblia e passar a ser identificado como a cidade de David, o maior rei de Israel. Após sua morte, o monte passou a ser conhecido como Sião, local onde foi construído o Templo de Salomão. Com o tempo, o termo Sião passou a identificar o próprio templo e seu terreno.

O Monte Sião, ou simplesmente Sião, tornou-se relacionado ao local que seria a terra prometida, ou seja, a terra que teria sido dada pelo próprio Deus aos israelitas. Ao longo de todas essas mudanças de significado e do crescimento da importância de Sião, o monte tornou-se um dos centros de maior importância para os religiosos. Os cristãos, especificamente, acreditam que o Monte Sião será o último local possível de se viver depois do Armagedom. O local é a montanha mais alta do que hoje conhecemos como Tailândia, no sul da Ásia.

Mas não é somente para os cristãos que o Monte Sião possui um significado simbólico e religioso de destaque. Movimentos religiosos mais contemporâneos, como o rastafári, também acreditam que o local representa a terra prometida. Já os mórmons acreditam que o profeta Enoque, um ancestral de Noé, vivia na região e foi levado diretamente aos céus em função da retidão da vida dos habitantes do local. Sião é, inclusive, chamada de Nova Jerusalém pelos mórmons, pois acreditam que a cidade será o ponto de encontro de todos os santos e de todas as tribos de Israel, perfazendo o local onde reinará Cristo. Por fim, Sião é a representação do próprio céu para as Testemunhas de Jeová, já que somente os escolhidos por Deus viverão na região quando morrerem ao lado de anjos e Jeová.

Fonte:
http://www.ilea.ufrgs.br/episteme/portal/pdf/numero15/episteme15_integral.pdf#page=29

Arquivado em: Religião