Sião

Por Antonio Gasparetto Junior
Sião era uma fortaleza próxima de Jerusalém que foi conquistada por David.

Originalmente chamado em hebraico de Tzion, Sião significa cume. O nome designava uma fortaleza que era encontrada em uma colina na região a sudeste de Jerusalém de propriedade dos jubuseus. O monte se tornou famoso e repercutiu na história da humanidade ao integrar os textos da bíblia e passar a ser identificado como a cidade de David, o maior rei de Israel. Após sua morte, o monte passou a ser conhecido como Sião, local onde foi construído o Templo de Salomão. Com o tempo, o termo Sião passou a identificar o próprio templo e seu terreno.

O Monte Sião, ou simplesmente Sião, tornou-se relacionado ao local que seria a terra prometida, ou seja, a terra que teria sido dada pelo próprio Deus aos israelitas. Ao longo de todas essas mudanças de significado e do crescimento da importância de Sião, o monte tornou-se um dos centros de maior importância para os religiosos. Os cristãos, especificamente, acreditam que o Monte Sião será o último local possível de se viver depois do Armagedom. O local é a montanha mais alta do que hoje conhecemos como Tailândia, no sul da Ásia.

Mas não é somente para os cristãos que o Monte Sião possui um significado simbólico e religioso de destaque. Movimentos religiosos mais contemporâneos, como o rastafári, também acreditam que o local representa a terra prometida. Já os mórmons acreditam que o profeta Enoque, um ancestral de Noé, vivia na região e foi levado diretamente aos céus em função da retidão da vida dos habitantes do local. Sião é, inclusive, chamada de Nova Jerusalém pelos mórmons, pois acreditam que a cidade será o ponto de encontro de todos os santos e de todas as tribos de Israel, perfazendo o local onde reinará Cristo. Por fim, Sião é a representação do próprio céu para as Testemunhas de Jeová, já que somente os escolhidos por Deus viverão na região quando morrerem ao lado de anjos e Jeová.

Fonte:
http://www.ilea.ufrgs.br/episteme/portal/pdf/numero15/episteme15_integral.pdf#page=29