Cervicalgia

Por Débora Carvalho Meldau
A cervicalgia trata-se de um quadro doloroso muito comum da coluna vertebral, constituindo a segunda causa de dor no homem adulto, ficando somente atrás dos quadros de cefaléia.

Esta patologia afeta aproximadamente 30% dos homens e 43% das mulheres em algum período da vida, especialmente durante a meia-idade. Relaciona-se habitualmente com a adoção de postura inadequada, movimentos bruscos do pescoço, tarefas repetitivas, serviços físicos pesados e manuais, e até mesmo alterações articulação têmporo-mandibular.

As manifestações clínicas costumam instalar-se gradativamente ou surgem após um trauma. O paciente normalmente adota uma postura rígida, o que ocasiona uma mudança na mobilidade da região cervical e dor à palpação da mesma, podendo englobar os ombros e, nos casos mais graves, a totalidade dos membros superiores.

A dor pode variar desde uma branda dor local, juntamente com fadiga, até uma dor mais intensa que limita os movimentos do paciente. Os membros superiores podem apresentar-se doloridos e com alteração de sensibilidade e força muscular, denominadas alterações neurológicas.

O paciente também pode relatar adormecimento de uma parte de um membro superior ou de todo ele, que pode ser contínua ou incitada por determinado fator. Nos casos mais graves ou prolongados, pode haver fraqueza muscular tipicamente evolutiva. Alterações nos reflexos de inserções musculares dos punhos, cotovelos e ombros também podem ser observadas.

O diagnóstico é baseado no quadro clínico apresentado pelo paciente, uma vez que não existem critérios de diagnóstico objetivos para a maior parte das condições de dor cervical. Exames de imagem como radiografias, ressonância magnética, tomografia computadorizada auxiliam na determinação da extensão da lesão e sua exata localização.

Na maior parte dos casos, o tratamento é clínico, utilizando-se medicamentos como analgésicos, antiinflamatórios não esteroidais, relaxantes musculares e antidepressivos tricíclicos. O uso do colar cervical por alguns dias (no máximo três) pode diminuir os espasmos musculares da região cervical, já que limita a movimentação do pescoço e auxilia no suporte da cabeça, minimizando o esforço muscular.

A fisioterapia também é uma opção de tratamento que deve ser feita sempre que possível, primeiramente com calor ou gelo, ultra-som, ondas curtas, entre outras formas de terapia que objetivam minimizar a dor, diminuindo o espasmo muscular, aumentando o fluxo de sangue e precipitando a cura.

Quando há interrupção da movimentação, tratamentos ativos, como alongamento e exercícios reabilitacionais específicos devem ser feitos visando tornar melhor os arcos de movimentação e a força muscular da região afetada.

Existe a opção do tratamento cirúrgico, porém este é indicado somente em aproximadamente 5% dos casos, quando há persistência e/ou progressão de alterações neurológicas e copiosas crises de cervicobraquialgia.

Fontes:
http://www.herniadedisco.com.br/doencas-da-coluna/cervicalgia
http://www.dor.org.br/profissionais/pdf/cervicalgia.pdf
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2080/cervicalgia_e_lombalgia.htm
http://www.3apoliclinica.cbmerj.rj.gov.br/modules.php?name=News&file=print&sid=358