Orientação Sexual

Por Patrícia Rocha Cassimiro
Nas escolas a orientação sexual é tratada como tema transversal e não como disciplina. Ela contribui em diversas áreas, como antropologia, história, economia, sociologia, biologia, medicina, psicologia e outras mais.

Tema transversal diz respeito à possibilidade de se estabelecer, na prática educacional, uma inclusão entre estudar conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender com a realidade) as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade).

A orientação sexual entrou nos currículos escolares através dos PCN’s (parâmetros curriculares nacionais), por haver uma necessidade de maior orientação aos adolescentes dentro das escolas.

Esse tema age em conjunto com várias matérias, cabe ao professor ter orientação e discernimento para ministrá-lo de forma coerente, mostrando aos jovens a importância de conhecer os seus próprios limites.

Ela orienta o adolescente a respeito de prevenções de doenças sexualmente transmissíveis, uma possível gravidez indesejável englobando o aborto e o mais importante ela vem para mostrar como é importante respeita e conhecer seu próprio corpo, sua sexualidade.

A sexualidade está estampada diariamente na vida dos alunos, pois ela não constitui apenas a parte biológica, mas também aspectos históricos e culturais que criam os valores.

A escola agrega valores aos seus alunos, e junto com os educadores tenta mostrar de forma delicada e sutil, que essa sexualidade deve agir em prol deles e não contra eles. E essa escola não pode só ditar o que é certo e errado, deve também ouvir esses adolescentes, saber o que eles pensam.

A sexualidade ainda é vista como tabu, pois ainda para alguns adolescentes ela vem acompanhada de dúvidas, repreensões ou traumas. E o trabalho da orientação sexual é exatamente esse proporcionar aos jovens a possibilidade do exercício de sua sexualidade de forma responsável e prazerosa.

“A orientação sexual não pode ser uma matéria escolar, por que a sexualidade faz parte da vida, é uma matéria dinâmica do cotidiano e não dos livros, do quadro de giz ou sessões de vídeo”(Laura Monte Serrat – Revista Construir Noticia- nº 25-dez/2005)

Referência bibliográfica:
SUPLICY, M. sexo se aprende na escola. São Paulo: olho d’água, 1995
Revista Construir notícias – nº 25- dezembro/2005