Glândulas Sudoríparas

Por Débora Carvalho Meldau
As glândulas sudoríparas dos mamíferos são membranas que tem por especialidade a secreção de um líquido transparente, conhecido como suor. São encontradas por toda a pela, com exceção da glande do pênis. Elas podem ser de dois tipos: merócrinas e autócrinas.

Estas glândulas sudoríparas merócrinas são tubulosas simples e seus ductos se abrem na superfície da pele. Os ductos não se ramificam e possuem menor diâmetro que a porção secretora, sendo que esta é composta pelas células secretoras que auxiliam na expulsão do produto da secreção.

Existem dois tipos de células secretoras, as células escuras e as células claras. Na parte de cima deste primeiro tipo celular são encontrados grânulos de secreção contendo glicoproteínas e é povoada por grande quantidade de reticulo endoplasmático rugoso. Já as células claras são pobres em grânulos e reticulo endoplasmático rugoso, mas possuem uma grande quantidade de mitocôndrias. Possuem também muitas dobras da membrana plasmática, e esta característica está relacionada com a produção da parte aquosa do suor.

O ducto da glândula se abre na superfície da pele e as células que revestem este ducto, localizada mais profundamente, é rico em mitocôndrias, sendo esta uma característica de células transportadoras de íons e água.

A substância produzida por esta glândula (suor) é muito diluída, contendo pouca proteína, além de sódio, potássio, cloreto, uréia, amônia e ácido úrico. Esta substância é resultado da ultrafiltração do plasma sanguíneo, chegando até estes ductos por meio da grande rede capilar localizada próxima as porções secretoras. Quando o suor atinge a superfície da pele, ele evapora, fazendo abaixar a temperatura corporal. A presença de catabólitos nele revela que estas glândulas participam da excreção de substâncias inúteis para o organismo.

As glândulas sudoríparas autócrinas se localizam nas axilas, regiões perianal e pubiana e na auréola mamária. São glândulas de maior tamanho, possuindo a parte secretora muito dilatada e estão presentes na derme e hipoderme. Há indícios de que esta glândula secreta através do processo merócrino, mas o nome glândula sudorípara apócrina permaneceu devido ao uso.

Seus ductos desembocam em um folículo piloso e a luz das regiões secretoras é dilatada. Sua secreção é um pouco viscosa, sem odor, adquirindo este por meio da ação de bactérias da pele. Nas mulheres, as glândulas axilares passam por alterações durante o ciclo mestrual. As glândulas apócrinas são invervadas por fibras adrenérgicas, já as merócrinas, são inervadas por fibras colinérgicas.

Fontes:
http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=452
http://pt.wikipedia.org/wiki/Glândula_sudorípara
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.